Arquivo mensais:setembro 2012

Homem sobrevive ao bater em locomotiva de trem em Joinville

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:52

O comboio de 82 vagões parou a zona Sul da cidade

O veículo Ômega, com placas de Almirante Tamandaré (PR), ficou completamente destruído ao bater na locomotiva de um trem que passa todos os dias pelo perímetro urbano de Joinville.

O motorista Eduardo Felipe Rosa, de 20 anos, foi salvo com apenas algumas fraturas pelo corpo. Os socorristas precisaram de aproximadamente 40 minutos para serrar as ferragens do carro.

O acidente que ocorreu na rua Voluntários da Pátria, no bairro Itaum, parou o trânsito na zona Sul da cidade em pleno horário de pico, por volta de 18h30. Os principais acessos como as ruas Getúlio Vargas, São Paulo e Monsenhor Gercino ficaram bloqueados.

O maquinista, que preferiu não se identificar, disse que não houve tempo de parar o trem. Ele afirmou que estava utilizando a buzina em todo o perímetro urbano.

Um colega de trabalho de Eduardo, em uma distribuidora de gás, foi o primeiro conhecido da vítima a chegar ao local. Ele não conseguia entender como foi que o amigo sofreu o acidente, pois conhecia bem a região. Eduardo comprou o carro há poucos dias.

Morador diz que cena é comum na região

O morador Eduardo Roberto da Fonseca, de 32 anos, não se impressionou com o acidente, pois disse que eles são frequentes na região. Ele já viu um amigo morrer ao atravessar de motocicleta os trilhos do trem. A sinalização por meio de placas parece insuficiente para impedir as colisões.

Os bombeiros voluntários contaram com o apoio de três equipes para retirar a vítima. Eduardo ficou completamente imóvel dentro do veículo. Os bombeiros precisaram serrar o teto do carro e todo o painel. Uma ambulância já estava pronta para receber a vítima e prestar os primeiros atendimentos.

O rapaz foi levado ao Hospital Municipal São José com suspeita de fratura nos braços e em um dos pés. O acidente provocou um caos no trânsito. Filas se formaram em toda a região e as pessoas precisaram ter paciência na volta para casa depois do trabalho.

Fonte: JORNAL A NOTÍCIA

Carro com placa de Joinville é encontrado em rio de Jaraguá do Sul

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:46

O veículo abandonado foi resgatado pelos bombeiros na madrugada desta quarta-feira

Um Gol vermelho, com placa de Joinville, foi encontrado dentro do rio Garibaldi, na rua Wolfgang Wegee, no bairro Parque Malwee, de Jaraguá do Sul. A ocorrência foi registrada pelos Bombeiros Voluntários da cidade, por volta das 4h30.

O carro estava abandonado, com parte do veículo imerso na água. Sem saber se o motorista estava no local, com a hipótese que poderia ter se afogado, buscas foram realizadas durante a noite e tentativas de ligação para o dono do carro foram feitas sem sucesso.

Assim que o dia amanheceu, as buscas foram retomadas, o carro foi guinchado com o apoio da Policia Militar da cidade e levado para o depósito de veículos da prefeitura. O motorista, um homem, de 22 anos, foi contatado pelo telefone por volta das 10 horas, pelos bombeiros.

Ele estava em casa, no bairro Água Verde. A policia desconfia que o rapaz tenha se perdido na curva, batido em uma árvore, até cair barranco abaixo. A Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente também esteve no local para verificar se houve algum vazamento de óleo, ou combustível.

— Emprestamos o guindaste para a policia e verificamos que não teve nenhum dado ambiental —, destaca o presidente da Fujama, César Humberto Rocha.

 

Fonte: JORNAL A NOTÍCIA

De chefe a trânsito: veja 15 fatores que levam a ataques cardíacos

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:25

Além da alimentação, alguns outros fatores, como hábitos cotidianos e doenças pré-existentes, podem aumentar os riscos de problemas cardíacos

A alimentação recheada de gorduras é o fator mais comum apontado como de risco para o aparecimento de doenças cardíacas. Mas há outras razões e algumas provavelmente não passam pela cabeça de quem se preocupa com o assunto. A revista Health enumerou 15 deles, que incluem questões como a relação com o chefe ou local onde se vive. Confira:

Moradia

Em 2001, um estudo publicado no The New England Journal of Medicine apontou que moradores de áreas mais pobres corriam três vezes mais riscos de sofrer um ataque cardíaco do que habitantes de bairros mais ricos, mesmo tendo o mesmo nível de educação e trabalho parecido. A pesquisa acompanhou pessoas com idades entre 45 e 64 anos durante nove anos.

Antibióticos

O uso de remédios contendo uma substância muito usada, a azitromicina, foi associado ao aumento de casos de ataques cardíacos, principalmente em pessoas com doenças na região. Outras pesquisas estão sendo feitas para verificar a descoberta, mas pode ser uma boa ideia pedir ao médico alternativas à essa substância.

Suplementos de cálcio

Publicada este ano no jornal Heart, uma pesquisa aponta que pessoas que consumiam suplementos de cálcio sofriam mais de ataques cardíacos do que as que não faziam uso dos remédios. O consumo de cálcio por meio da dieta alimentar não mostrou ter alguma influência nos riscos.

Infecção

Até mesmo resfriados e outras infecções comuns podem aumentar os riscos de um ataque cardíaco, principalmente nos três dias após o diagnóstico do problema. Nesse período, os riscos são cinco vezes maiores.

Psoríase

Segundo alerta da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pessoas que apresentam a doença autoimune são pacientes de risco quando o assunto são ataques cardíacos. Isso porque a doença é caracterizada como uma inflamação crônica, o que é fator de risco. O estudo concluiu que outras doenças autoimunes, como lúpus, também são fatores de risco em geral.

Problemas de relacionamento

Viver em um clima negativo ou de tensão com a cara-metade aumenta em 34% as chances de ter um ataque cardíaco, segundo pesquisa da University College London, na Inglaterra.

Colesterol bom muito baixo

Segundo análise das condições de saúde de 7 mil pessoas feita pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, níveis muito baixos de HDL, também chamado de colesterol bom, são o terceiro principal fator de risco para um ataque cardíaco.

Problemas renais

Dois estudos apontam que problemas nos órgãos podem aumentar os riscos de ter problemas no coração. Nos homens, o risco pode ser o dobro, mesmo que os rins não estejam comprometidos com um quadro de insuficiência.

Vida urbana

Lidar com o trânsito é fator de risco para o coração e pode dobrar as chances de sofrer um ataque cardíaco, segundo pesquisadores alemães. Sem falar nos problemas pulmonares que são duas vezes mais comuns em pessoas que moram ou passam muito tempo em estradas movimentadas.

Parar de tomar aspirina

Pacientes que já apresentam problemas cardíacos e que tomam aspirina precisam de supervisão médica se quiserem parar de ingerir o medicamento. Estudos mostram que a interrupção no consumo aumentou os casos de ataques em pacientes no perfil.

Depressão

A relação entre doenças cardíacas e depressão é bem conhecida. Pacientes depressivos que já sofreram ataques cardíacos têm mais chances de ter um novo ataque do que os não depressivos. Nas mulheres, a doença também é fator de risco para problemas cardíacos.

Chefe

Um levantamento feito em 2005 descobriu que funcionários que não se sentem valorizados pelos chefes têm mais riscos de sofrer um ataque cardíaco, bem como os que têm um trabalho estressante, com chances 23% maiores.

Problemas na gengiva

A saúde da boca também é fator de risco para doenças do coração. Problemas nas gengivas aumentam em 25% as chances de ter um problema cardíaco. Diabetes Além dos problemas causados pela doença em si, diabetes são fator de risco para ataques cardíacos, dobrando ou até quadruplicando as chances.

Tratamento para problemas na próstata

Pesquisa feita em 2006 pela Faculdade de Medicina de Harvard aponta que tratamento para problemas da próstata aumenta as chances de morte em um ataque cardíaco, mesmo que os pacientes não tenham histórico de doenças no coração.

Fonte: http://portaldotransito.com.br

Trânsito será conteúdo de aulas na rede estadual de ensino do Paraná

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:19

A Semana Nacional de Trânsito 2012 terminou nesta terça-feira (25) e, no Paraná, a data foi marcada por uma importante parceria, firmada entre o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a Secretaria de Estado da Educação. A partir do ano que vem, alunos da rede pública de ensino terão aulas com conteúdo voltado ao dia a dia no trânsito, com material didático especial e abordagem lúdica.

O objetivo é implementar a educação para o trânsito em todas as fases e diretrizes curriculares, começando das sextas até as nonas séries. “O Detran vai investir no material e capacitar os professores da rede estadual para tratar o assunto da melhor forma. Entendemos que é preciso estimular desde cedo a consciência das crianças e ensiná-las como se comportar e interagir no trânsito”, explica o diretor-geral da autarquia, Marcos Traad. “O Detran está nos ajudando nesta luta que, sem dúvida, vale a pena e envolve todos nós. Essa integração é um importante avanço na busca por um trânsito mais seguro e pode ajudar a salvar vidas”, ressaltou o diretor-geral da Secretaria, Jorge Eduardo Wekerlin.

Ações

O tema também passará a ser abordado nas ações educativas realizadas no Centro de Atividades Pedagógicas Vila da Cidadania, que fica em Piraquara, e recebe escolas de todo Paraná. ” A ideia é ter um mini-Detran para que os alunos conheçam qual é a função deste órgão de trânsito, além de aprender sobre as etapas do processo de habilitação, pelo qual passarão no futuro”, explica o coordenador pedagógico da Vila, Elival Couto Souza. Construído como uma mini-cidade, o local já permite atividades de respeito às leis de trânsito, como a importância da faixa de pedestre e noções de sinalização. Durante toda a Semana Nacional de Trânsito, as brincadeiras envolveram equilíbrio, velocidade, atenção, cuidado, visão e percepção, de acordo com a faixa etária dos alunos.

Somente nesta terça-feira (25), a Vila recebeu cerca de 340 alunos, vindos de dez escolas da Região Metropolitana de Curitiba. Durante as ações, os alunos aprenderam a atravessar na faixa de pedestres, o que fazer em caso de acidentes, como se comportar no trânsito, tanto nas ruas quanto dentro dos veículos, além de incentivo ao uso da cadeirinha e do cinto de segurança. Os alunos assistiram vídeos e receberam cartilhas e joguinhos educativos sobre o assunto. “Nosso objetivo é trabalhar valores, ética e cidadania para fazer com que essas crianças tenham um comportamento diferenciado no trânsito. Temos que educar para que mais tarde a punição não se faça necessária”, defende o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Sotto Franco.

Semana Nacional

Com o tema “Não Exceda a Velocidade, Preserve a Vida” a campanha promovida pelo Departamento Nacional de Trânsito neste ano teve como objetivo sensibilizar os jovens sobre os perigos do excesso de velocidade. A escolha se deve ao fato de que motoristas na faixa etária, entre 18 e 25 anos, são considerados os mais vulneráveis em se envolver em acidentes de trânsito. Durante toda a semana o Detran realizou atividades em universidades do Estado, com blitzes educativas, palestras, atendimento móvel, estande informativo, oficina com manutenção e orientações para motociclistas e apresentações de peças teatrais. O Departamento também manteve as ações da campanha “Se Liga no Trânsito”, nos bares e baladas das cidades paranaenses com maior número de acidentes.

 

Fonte: http://portaldotransito.com.br

Uso correto do pisca-pisca pode evitar acidentes

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:15

Quando conhecemos as intenções dos outros condutores fica mais fácil evitar pequenas colisões e até mesmo graves acidentes.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, em seu capítulo III, que trata sobre normas gerais de circulação e conduta, antes de qualquer manobra o condutor deve verificar as condições do trânsito à sua volta- certificando-se de não criar perigo para os demais usuários- posicionar-se corretamente na via e sinalizar suas intenções com antecedência.

O problema é que muitos condutores esquecem essa última parte e deixam de utilizar a luz indicadora de direção, o famoso pisca-pisca. “A sinalização de luzes no veículo é a maneira que temos como nos comunicar com os demais condutores. Ali sabemos quem vai mudar de direção, ou de faixa na via, sabemos quem vai frear ou mesmo quem está com algum problema”, alerta a especialista em trânsito Elaine Sizilo.

Essa comunicação é muito importante, pois ao saber das intenções de outros condutores, é possível prever ações e seguramente evitar freadas bruscas, pequenas colisões e até mesmo grandes acidentes.

Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro institui como infração grave, com multa de R$ 127,69, deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação. “Vale lembrar que a sinalização com as mãos não substitui a necessidade da sinalização luminosa, pois é considerada complementar”, complementa Sizilo.

Fonte: http://portaldotransito.com.br

Simea 2012: renovação da frota é solução para redução de emissões

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:09

rograma considerado urgente ainda espera por marco regulatório

renovação da frota de veículos é a solução para reduzir significativamente a emissão de gases poluentes e evitar consideravelmente a ocorrência de acidentes no Brasil, entretanto, o País precisa definir urgentemente um marco regulatório para o programa. Esta foi a conclusão da mesa redonda que debateu o tema durante o segundo dia do Simea 2012, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (leia aqui), realizado pela Associação Brasileira da Engenharia Automotiva (AEA) na terça-feira, 25, em São Paulo.

Mediado pelo jornalista e editor da Automotive Business, Pedro Kutney, a mesa contou com a presença de Gabriel Murgel Branco, diretor da EnvironMentality, Márcio de Almeida D’Agosto, representante da Coppe-UFRJ, Alfred Szwarc, consultor da Unica, e Marcelo Pereira Bales, do setor de avaliação de programas de transporte da Cetesb.

Os participantes elencaram as diversas vertentes necessárias para pôr em prática o programa de renovação da frota. Murgel Branco, que ajudou a criar o Proconve, lei de emissões de veículos vigente no Brasil, disse que apesar de urgente, a discussão ainda está em processo embrionário.

“Como a renovação passa por várias áreas distintas, mas que se tocam, é necessário criar uma estratégia para equacionar o problema. É preciso ainda encontrar o pai da criança, ou melhor, montar uma família inteira para resolver a questão”.

O programa de renovação de frota inclui uma série de medidas que passam por questões desde o descarte dos veículos antigos e suas peças até a manutenção de um ciclo rigoroso de desvalorização do carro antigo. Parte do elenco do programa já é bem conhecido no meio industrial e comercial, como inspeção veicular, melhoria da qualidade de combustíveis, programa de eficiência energética, redução de emissões e de CO2 e a adequação de veículos de meia idade para redução de emissões (instalação de filtros). Outras também são conhecidas, mas bem mais no âmbito da teoria, como a reciclagem e sucateamento, desmontadoras de veículos e remanufatura.

Segundo D’Agosto, para sustentar a lógica da renovação, é necessário introduzir a logística reversa com caráter de negócio. “Precisamos criar a atração do desmonte, gerar interesse econômico e determinar para onde e para quem serão destinadas as peças e partes passíveis de reciclagem e remanufatura.” E citou como exemplo os pneus inutilizáveis: apenas 40% deles têm destino, a queima na indústria do cimento.

Ele acrescenta que se faz necessária a revisão da matriz do transporte, hoje focada no modal rodoviário, com fatia de 91%, dos quais 81% utiliza energia de origem fóssil.

“Um dos passos é gerar equilíbrio nos modais, desafogando um para aumentar o outro, criar sinergias de integração entre eles para reduzir o consumo e as emissões.”

O consultor da Unica, Swarc, defendeu os incentivos diferenciados para os veículos flex e para aqueles com maior eficiência energética. “Um veículo com 30 anos de fabricação emite 90 vezes mais monóxido de carbono e 70 vezes mais hidrocarbonetos quando comparados com modelos atuais. Se tirarmos das ruas 10 mil veículos antigos, isso significaria 900 mil toneladas a menos de monóxido de carbono na atmosfera”, relata.

Questionado se a indústria sucroalcooleira suportaria atender toda a demanda nacional por etanol, no caso de uma renovação de frota eficaz, Swarc enfatiza que o setor está em fase de revisão dos investimentos. “É fato que a política em prol da gasolina e os custos altos na produção do etanol dificultam o investimento, mas o País tem terra, tecnologia e condições de avançar. É preciso criar as políticas para isso, além de fazer a pergunta ‘que matriz energética nós queremos?’”.

UM COMEÇO?

Bales apresentou como exemplo o programa piloto de renovação de frota que está sendo aplicado em São Paulo, para motoristas autônomos que trabalham no Porto de Santos, no litoral paulista. Por meio do Decreto nº 58.093, de 30 de maio de 2012 (veja aqui), o Estado determinou a equalização das taxas de juros para a compra de caminhões, o que significa que, para este programa, o juro é zero para pessoa física ou jurídica enquadradas como microempreendedor individual que adquirir um novo veículo de fabricação nacional, para substituição de um caminhão cuja data de fabricação excede os 30 anos.

“O motorista entrega o caminhão em ‘troca’ do juro zero, isso significa economia de R$ 50 mil”, resume Bales. Ele conta que a expectativa é de que 1 mil caminhões sejam adquiridos pelos motoristas que realizam o transporte entre os navios e os armazéns do porto. Como parte do processo de desvalorização do caminhão antigo, duas empresas estão em processo de licenciamento junto à Cetesb que serão responsáveis pela reciclagem dos caminhões e peças. Ele acrescenta que será dado baixa do caminhão entregue e que essas empresas serão proibidas de revender as peças, como forma de incentivar a renovação.

“Acredito que em 2013 alcancemos o volume de 1 mil veículos vendidos por meio deste programa, e só então será possível avaliá-lo. Contudo, é um começo para incentivar a renovação: o Porto de São Sebastião já manifestou interesse, mas este é um modelo pontual, para caminhões. Os segmentos de ônibus e veículos leves devem definir um modelo, lembrando-se de criar mecanismos de desvalorização do carro antigo, como a proibição de vendas de suas peças desmontadas”, conclui.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Propostas factíveis de trânsito e transporte mais sustentáveis marcam SIMEA 2012

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:08

“A contribuição da Engenharia Automotiva para o transporte e trânsito mais sustentáveis” foi o tema principal da 20ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2012 -, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e realizado nos dias 24 e 25 de setembro, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo (SP). O evento contou com a participação de cerca de 800 profissionais do setor automotivo brasileiro.

A busca por melhorias no transporte público, soluções alternativas, importância da iniciativa privada para o desenvolvimento do setor, necessidade de incentivos para capacitação de engenheiros e renovação de frota foram alguns dos pontos importantes levantados durante o evento. Dois painéis, “Trânsito de Transporte – Números e Representatividade do Setor” e “A Utilização da Tecnologia na Redução de Acidente de Trânsito”, e 30 sessões técnicas marcaram o primeiro dia do SIMEA 2012.
A cerimônia de abertura contou com a presença de importantes nomes do setor automotivo, como Antonio Megale, presidente da AEA, Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America e da comissão organizadora do evento, Guilherme Afif Domingos, vice-governador do Estado da São Paulo; Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea e Sergio Pin, conselheiro do Sindipeças.
“No ano passado, o Brasil era o 4º maior produtor de automóveis do mundo, sendo que hoje ocupa a quinta colocação e no mês passado tivemos um recorde de emplacamento com mais 420 mil unidades. No entanto, arelação de habitantes por automóvel mostra que não chegamos ao limite. Como o deslocamento por automóvel é o método mais lento hoje em dia nos grandes centros urbanos, é preciso investir em melhorias da mobilidade com uma série de ações conjuntas das áreas para que o problema seja minimizado”, afirmou Megale.
“Precisamos de um salto para a integração dos setores e buscar soluções para os problemas de infraestrutura porque o crescimento hoje ocorre em maior velocidade do que a capacidade”, disse o vice-governador do Estado de São Paulo. Afif ainda lembrou que o Estado é hoje a 18ª maior potência econômica do mundo e o Brasil é carente de engenheiros e profissionais capacitados. O vice-governador mencionou ainda que há necessidade de se incentivar a indústria da “desmontagem” de veículos automotores, de modo a renovar a frota circulante e de reduzir ainda mais os níveis de emissão de poluentes.
A palestra de abertura do evento foi ministrada por Roberto Cortes. “O transporte rodoviário em nosso país é o mais intenso modal de carga e de passageiros. As estatísticas mostram que 60% do transporte de todos osbens são feitos por caminhões e, em seguida, pelo sistema ferroviário”.
O presidente da MAN Latin America ressaltou ainda que as iniciativas para a busca de um transporte mais sustentável já é uma realidade, se considerada a evolução no caso dos caminhões, com a chegada do Euro V/Proconve P-7 que reduziu em quase 80% a emissão de gases.
O Painel I do SIMEA 2012, que trouxe o tema “Trânsito e Transporte – Números e Representatividade do Setor”, debateu a visão macroeconômica do setor de transporte, alinhamento com políticas administrativas das cidades e a contribuição da iniciativa privada na melhoria geral do sistema. A palestra “Trânsito e Transporte: Números e dados econômicos” foi ministrada por Carlos Henrique de Carvalho, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Política do IPEA. Marco Saltini, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da MAN Latin America liderou a palestra “Evolução automotiva orientada ao trânsito e transporte”. Na oportunidade ressaltou que para lidar com a mobilidade é preciso pensar em tecnologia, emissões, segurança e conforto.
O presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense, em palestra “Trânsito: o paradigma do transporte individual x público”, apontou necessidade de crescimento dos 74 km de trilhos de metrôs atuais na cidade de São Paulo, exibindo futura rede e importância dos futuros prefeitos e governadores, independente de seus partidos, darem continuidade ao projeto. Brasiliense ainda insistiu em um modelo de cidade que estimule que as moradias e comércio sejam locados na cidade de forma mais agrupadas, próximas aos trilhos. “O futuro que a gente quer é possível. Vamos construir”, concluiu Brasiliense.
O painel I finalizou após um debate com a participação do público presente, ministrado pelo jornalista e diretor de redação da Transporte Mundial, Marcos Villela.
Entre os dois painéis do primeiro dia do SIMEA 2012, um total de 30 sessões técnicas dos mais variados temas foram apresentadas. Entre os assuntos: Emissões e Simulações, Projeto e Tecnologia do Veículo, Motores e Transmissões, Manufatura e Processo e entre outros.
A sessão técnica “Controle de Emissões em Motocicletas e Ciclomotores e valores típicos de emissões Evaporativas de acordo com a nova fase do Promot”, por Marcelo Depiere, da Magnetti Marelli, mostrou que como a indústria de motos evoluiu tecnologicamente para atender os limites de emissões. “Hoje no Brasil são produzidas 2 milhões de motocicletas por ano, sendo que o país é o quinto colocando no ranking em todo o mundo. De acordo com Depiere, os limites definidos pela legislação trará uma redução das emissões de hidrocarbonetos para o meio ambiente. “Há ainda necessidade de ações de montadoras em busca de tecnologia disponível no mercado e o do uso do cânister”.
O Painel II “A Utilização da Tecnologia na Redução de Acidentes de Trânsito” debateu entre os palestrantes a atual estatística de acidentes, melhorias conquistadas, sensibilização para a questão da educação no trânsito e as novas tecnologias aplicadas nos veículos aliados à infraestrutura viária e urbana com efetivo resultado.
“Infraestrutura viária, educação no trânsito e tecnologia três fatores fundamentais para a redução de acidentes”, afirmou Ricardo Plöger, gerente de Desenvolvimento de Produto da Volkswagen do Brasil, durante palestra “Tecnologias Embarcadas para a Redução do Número e da Gravidade dos Acidentes Veículos Leves”. Na oportunidade, Ricardo informou que hoje o trabalho por parte das montadoras está na segurança integral, viabilizando a segurança ativa e passiva, como o desenvolvimento de freios mais inteligentes. “No futuro bem próximo o network de vários sistemas que evitam os acidentes de trânsito, como por exemplo, um sinal de alerta quando houver um motociclista no ponto cego do automóvel, diz Ricardo.
“Tecnologias Embarcadas para a Redução do Número e da Gravidade dos Acidentes Veículos Pesados” foi a apresentação de Fábio Lorençon, engenheiro de Aplicação e Vendas de Ônibus da Volvo Latin America, que tratou de apresentar tecnologias desenvolvidas pela marca para a redução de acidentes. Lorençon informou ainda que a Volvo mantém um grupo global permanente responsável por estudar ônibus e caminhões.
“E são a partir destes dados que iniciamos o desenvolvimento de sistemas tecnológicos com o objetivo de aumentar a segurança”, diz. O engenheiro apresentou algumas novidades, como freios a disco controlados por EBS, o que representa 15% maior de eficiência de frenagem. Este traz funçãoABS, controle de tração, auxilio frenagem , frenagem de emergência e auxílio de arranque e, de acordo com Lorençon, reduz até 67% o risco de acidente.
A última palestra do dia – “O Desafio na Redução de Acidentes” – foi apresentada por José Aurélio Ramalho, diretor presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). Um cenário do trânsito brasileiro, com projeção de cerca de 512 mil indenizações de DPVAT em um ano, sendo que deste total 285 mil são sequelados e indenizados por invalidez e 60 mil óbitos por ano. Em uma hora morrem 7 pessoas no Paísvítimas de acidentes de trânsito.
“Estudos e pesquisas, consolidação de dados para realizar trabalhos educativos são os pilares iniciais para um boa campanha de conscientização”, disse Ramalho que tratou ainda de elencar os autores do trânsito: veículos, as vias e treinamento, sendo este o ponto o mais crítico com a necessidade de formação, habilidade e comportamento (atitude).
Para finalizar o Painel II e as atividades do dia, a apresentação “Soluções para Grandes Metrópoles” foi ministrada por dois palestrantes: Mauricio Lima Ferreira, diretor de Tecnologia da Informação da SPTrans e Valter Vendramini, assessor técnico da Secretaria Municipal de Transportes. O Painel II encerrou após um debate mediado pelo jornalista Joel Leite, da AutoInforme.
Intermodais e soluções alternativas – O segundo dia do SIMEA 2012 ocorreu ontem, dia 25. Dois painéis, mais 20 sessões técnicas e uma mesa redonda compuseram o programa oficial do principal evento do setor.
O Painel III “Intermodais e Integração Urbana: Como Promover a Real Integração no Transporte” debateu a necessidade de como integrar todos os intermodais disponíveis nas cidades de modo a não interferir nos modais atuais. “O Transporte e os Diferentes Modais da Região Metropolitana de São Paulo” foi a primeira palestra do painel ministrada por Ivan Metran Whately, assessor especial da Secretaria Municipal de Transportes.
Whately apresentou modais de transporte público de média capacidade na Região Metropolitana de São Paulo, como o Projeto de Monotrilho, com 64 quilômetros de extensão, cuja a capacidade de transporte é de 15 mil a 48 mil passageiros por hora. Whately ainda acrescentou que 71% das viagens motorizadas envolvem a região Metropolitana de SP.
O diretor da G-Linder, Alvaro Vaccari, em apresentação“Planejamento Estratégico”, defendeu o uso dos Veículos Urbanos de Carga (VUC) e apontou que se trata de uma tendência de utilização, já que os benefícios são visíveis principalmente para as cidades que restringem a circulação de caminhões nos centros urbanos. De acordo com Vaccari, até dezembro a previsão é que as vendas dos VUCs cresçam em 15%. Em fevereiro de 2012, uma feira de negócios destinada ao segmento, a VUC Fair, será promovida pela primeira vez. O Painel III finalizou com um debate mediado pela repórter especial do Valor Econômico Marli Olmos.
Alternativas para reduzir emissão de poluentes de forma eficiente com a apresentações de soluções sustentáveis. O Painel IV “Melhoria na Eficiência do Transporte Alternativo” contou com a participação de quatro palestrantes que trouxeram experiência distintas.
Em palestra “Veículos Leves Alternativos: Experiência Real”, o panelista Antonio Calcagnotto, diretor de Relações Institucionais da Renault/Nissan, apresentou um caso real e de sucesso no Brasil instituído pela marca. Trata-se de um táxi elétrico que já opera na região central de São Paulo. “Hoje um carro elétrico é limitado a 200 km de autonomia, sendo que a média brasileira é de 45 km por dia. No entanto, para tornar o carro elétrico viável é preciso de incentivos governamentais e que as companhias de energia elétrica expanda fontes de eletricidade renováveis.
O gerente de engenharia de produto da Nissan, Yochio Ito, complementou a apresentação acima informando que o desenvolvimento do carroelétrico tem como objetivo principal o ataque ao CO2 e a Nissan,empresa na qual atua, já tem um histórico quando o assunto é produção sustentável, já que produziu seu primeiro automóvel elétrico em 1947.
O professor da USP, Marcelo Massarani, em “Exigências Futuras para Grandes Centros” apontou estudo na qual informa que 65% dos motoristas frequentes abandonariam o carro se o transporte público fosse eficiente e 88% pedem a construção de mais ciclovias.
Maria Ermelina Malatesta, chefe do Departamento de Planejamento Cicloviário da CET, em “Visão Urbanística para Melhoria do Transporte”, complementou que o sistema viário é um recurso limitado e defendeu a uso da bicicleta como solução para os deslocamentos rápidos na região metropolitana. O Painel IV foi encerrado após debate mediado pelo jornalista e diretor de redação da Car Magazine, Heymar Nunes.
Na Mesa Redonda ”Renovação de Frota: Um Caminho Alternativo para Redução das Emissões e Acidentes”, o jornalista Pedro Kutney foi convidado a coordenar os trabalhos deste debate que discutiu as oportunidades e desafios que serão enfrentados por ocasião dos grandes eventos, em nome da sustentabilidade e da mobilidade urbana. Novas regras das emissões e legados sustentável às cidades.
O tema “Melhorias nas Emissões: Renovação de Frotas” foi introduzido por Gabriel Murgel Branco, diretor da EnvironMentality, que defendeu a pauta e tratou de apontar as principais vantagens, tal como redução das emissões e melhoria dos combustíveis.
“O caminho mais indicado para melhorar a qualidade do ar e a redução dos acidente é entender o painel modal do transporte no Brasil”, disse Márcio de Almeida D’Agosto, da Coppe-UFRJ, por meio do tema “Influência na Matriz Energética na Emissão de Poluentes”. D’Agosto também defendeu a necessidade da renovação da frota ao criar valores e reintroduzir os veículos antigos na indústria, seja por meio de reciclagem ou reutilização de peças.
Introduzindo o tema “Fontes Geradoras de Etanol”, o consultor técnico da Unica, Alfred Szwarc, defendeu os incentivos diferenciados para os veículos Flex com maior eficiência energética e menor emissão de poluentes. Já Marcelo Pereira Bales, do Setor de Avaliação de Programas de Transporte, apresentou a situação da frota de caminhões no Porto de Santos e um programa que incentiva à renovação em introdução ao tema “Estimativas de Ganho Ambientais do Programa de Renovação da Frota de Veículos no Porto de Santos”.

Acidentes com motos serão identificados

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:06

Acidentes com motos serão identificados

 

Abraciclo e do Hospital das Clínicas de São Paulo apontarão as principais causas de incidentes
A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) vão trabalhar juntos para identificar as causas dos acidentes de trânsito envolvendo motociclistas. Recém-lançado, o projeto também contará com a ajuda da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e das polícias Civil e Militar. Um questionário foi formulado para que o motociclista relate o incidente. Os outros envolvidos também serão ouvidos, inclusive as testemunhas. Por fim, a infraestrutura do local será analisada e, a partir dessas informações, será possível obter dados mais específicos que ajudem a explicar estatísticas preocupantes. De acordo com um levantamento feito pelo HC, o número de acidentados de moto atendidos no pronto-socorro do IOT aumentou 14% nos últimos cinco anos, enquanto os atendimentos a acidentados automobilísticos caíram 35%. “Os motociclistas representam 44% dos pacientes vítimas de acidente de trânsito que dão entrada no PS da ortopedia”, disse Jorge dos Santos Silva, diretor clínico do IOT. Outro estudo divulgado recentemente, intitulado ‘Mapa da Violência no Brasil’, concluiu que, em 2010, 33,3% dos acidentes fatais no trânsito envolvia motociclistas. O novo projeto da Abraciclo e do HC levará em conta apenas os incidentes ocorridos na Zona Oeste de São Paulo, mas os dados servirão de referência para a prevenção de acidentes em todo o País. No ABCD De acordo com o 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros, que opera nas cidades do ABCD, os números da região acompanham a tendência nacional. Computados todos os municípios, houve aumento de 25,4% nos acidentes de trânsito envolvendo motos entre 2010 e 2011. A estudante Flávia Dell’Abadia, de 23 anos, faz parte dessas estatísticas. Em 2010, a moradora de São Bernardo atravessava um cruzamento da Avenida Faria Lima quando sua moto foi atingida por um carro que ultrapassou o farol vermelho em alta velocidade. Com o impacto, sua moto teve perda total e Flávia sofreu sérios ferimentos na perna direita. “Passei por uma cirurgia e fiquei três meses em recuperação. Depois disso, fiquei com medo, mas comprei outra moto por conta da praticidade e da economia. Não tive culpa no acidente, mas, hoje, sou mais cuidadosa no trânsito para não passar por isso de novo”, contou a estudante.

Fonte: http://www.tecnodataeducacional.com.br

Estacionamento rotativo volta a ser cobrado e fiscalizado em Joinville

Publicado em 28 de setembro de 2012 12:02

Pela primeira vez, responsável é Instituto de Trânsito e Transporte.
De acordo com presidente do ITT, motoristas são orientados nesta segunda.

A partir do dia 10/09, o estacionamento rotativo de Joinville volta a passar por fiscalização. Pela primeira vez, a venda de cartões e verificação de seu uso será feita pelo Instituto de Trânsito e Transporte (Ittran), autarquia da Prefeitura Municipal. A decisão ocorreu por meio de liminar expedida na última quarta-feira (5). Até 30 de agosto, a fiscalização estava sendo feita pela empresa Cartão Joinville.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ittran, os valores e tempo máximo para estacionamento continuam os mesmos. Os motoristas podem comprar cartões de uma hora por R$ 1,25 e os de trinta minutos por R$ 0,65. Nas áreas azuis, o tempo máximo de permanência é de duas horas. Já nas zonas brancas, o limite é de quatro.

O estacionamento rotativo funciona apenas no Centro da cidade. Segundo o Ittran, 40 conferentes estarão, a partir desta segunda, nas ruas, vendendo cartões e checando se os motoristas seguem às regras. Eles estarão usando bonés brancos e coletes amarelos.

Usuários que não colocarem o cartão no parabrisa dos carros, preencherem-no de forma errada ou extrapolarem o tempo de estacionamento serão notificados pelos conferentes. Quem multará os motoristas notificados serão 20 agentes de trânsito que circulam pela região.

O usuário tem dez dias para recorrer à multa. Neste período, basta procurar um agente ou conferente, pagar R$ 13,75 e trocar o valor pelo número equivalente de cartões. Caso este período seja ultrapassado, o motorista tem mais cinco dias para ir até o Ittran pagar o mesmo montante. Neste prazo, no entanto, não é possível efetuar a troca por cartões.

Os cartões que entram em circulação nesta segunda têm um selo no formato da bandeira de Joinville. Os antigos ainda terão validade até 31 de dezembro. A comercialização por parte dos usuários não é permitida. De acordo com o presidente do Instituto, Ivo Vanderlinde, nesta segunda, a fiscalização ainda não será rigorosa. Os conferentes devem orientar os motoristas.

Entenda o caso

Desde que o Ittran (ex-Conurb), rompeu contrato com a Cartão Joinville, ainda em 2011, o estacionamento rotativo de Joinville passa por briga judicial. A empresa era responsável pela fiscalização das vagas no Centro da cidade, mas a Prefeitura acabou com o convênio alegando que a Cartão Joinville não efetuava pagamentos ao município como deveria.

Em julho deste ano, a Conurb – empresa de economia mista – foi transformada em Ittran e virou autarquia. Nesta mudança, o órgão passou a ter poder legal de fiscalizar. Entre diversas decisões judiciais, no dia 30 de agosto, o contrato com a Cartão Joinville foi rompido mais uma vez e o Instituto ficou incumbido das atividades a partir desta segunda. Esta é a primeira vez que o Ittram atua como fiscalizador.

A Cartão Joinville ainda pode recorrer na Justiça. O G1 tentou entrar em contato com o advogado da Cartão Joinville nesta segunda, mas ele não atendeu às ligações.

Fonte: http://g1.globo.com

Seguradoras pedem queda do IOF para carros

Publicado em 27 de setembro de 2012 12:18

São Paulo – Cerca de um terço da frota, possui proteção contra roubo ou perdas parciais. Mas as seguradoras buscam ampliar esse montante nos próximos anos, o que pode ocorrer com a redução do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). A medida está em estudo pelo mercado — representado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguro (CNSeg) — junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A proposta é voltada para carros com mais de 10 anos de fabricação e consiste em um seguro popular usado, com isenção ou redução do IOF, que incide em 7% sobre o valor anual da apólice.

O estudo também pede  permissão para o uso de peças retificadas, de origem legal e certificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), no reparo dos veículos por perda parcial.

José Carlos de Oliveira, diretor de Automóveis da Marítima Seguros, explica que o produto alternativo permite uma redução do valor de até 20%. “O uso da peça recuperada mais a redução para 2% do IOF, por exemplo, permite uma diminuição de cerca de 20% do valor da apólice.”

Oliveira acrescenta que o benefício será direto para o mercado segurador. “A ideia do produto alternativo é poder dar condições para que as pessoas fora do mercado entrem.” Hoje, as seguradoras aceitam apenas veículos que têm até 10 anos de fabricação.

O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP),  Mário Sérgio de Almeida Santos, concorda que deveria haver  uma isenção do IOF  juntamente com os incentivos para a compra de automóveis, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados  (IPI). “[Carro] teria que ser vendido com a isenção dos impostos como um todo. Isentou (IPI),  mas os acessórios ficam na mesma.”

O assunto em destaque em 2012 está também na estabilização do preço do seguro, já que em 2011 houve uma verdadeira “guerra de preços”. “Este ano entendemos que as seguradoras estão com mais juízo, porque os preços pararam de cair. Essa guerra de preços prejudicou, porque para haver redução deveria melhorar o índice de sinistralidade com a melhora da malha viária e da segurança, fatos que continuam estáticos.”

Além da concorrência, o diretor da Marítima Seguros, José Carlos de Oliveira, chama atenção para a receita financeira, que também teve redução dos ganhos com a taxa básica de juros (Selic) em 7,5% ao ano. O executivo explica que o impacto em veículos é maior, pois a sinistralidade é superior à de outras modalidades em 67%, e as seguradoras dependem mais da aplicação dos recursos financeiros.

Oliveira revela que a sinistralidade em roubos elevou de 5% a 7% no mês de agosto e que as indenizações por perda parcial se elevaram entre 4% e 5%. “A Marítima busca expansão regional em lugares onde há menor sinistralidade, como cidades do interior de Pernambuco, Ceará, e também do sul e do sudeste do País. Nesses lugares as indenizações por roubo não passam de 15%, enquanto em São Paulo, Campinas ou Porto Alegre o peso é de 30% a 35%.”

Resultados

De janeiro a julho deste ano, o mercado de seguros de automóveis evoluiu aproximadamente 14%, para R$ 15,8 bilhões, se comparado com o de mesmo período do ano passado.

Na Marítima Seguros o total de prêmios emitidos foi de R$ 335 milhões, alta de 31%. A projeção para o final do ano é de atingir R$ 600 milhões em prêmios.

FONTE: Panorama Brasil