Arquivo mensais:outubro 2012

Portaria para etiquetagem de pneus sai este mês

Publicado em 31 de outubro de 2012 17:28

Inmetro conclui revisão da regulamentação e aguarda publicação no Diário Oficial

Inmetro concluiu a revisão da portaria que regulamentará a etiquetagem de pneus no Brasil e aguarda sanção presidencial para publicação no Diário Oficial da União, prevista para este mês. Como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem, atualmente com 37 produtos, incluindo veículos, o objetivo é informar o consumidor sobre os níveis de eficiência dos pneus oferecidos no mercado para automóveis e utilitários leves e pesados.

Segundo o gerente de qualidade do Inmetro, Gustavo Kuster, após a publicação da portaria, as fabricantes terão quatro anos para adequar os produtos que já fazem parte de seu portfólio e mais dois anos e meio (30 meses) para novos modelos. “Nossa expectativa é de que os pneus etiquetados cheguem ao mercado em 2014”, estima.

O programa tem como base o modelo europeu, que entrará em vigor em novembro desse ano, tornando obrigatória a inserção da etiqueta em todo pneu oferecido ao mercado na região da União Europeia. Assim como na Europa, o selo no Brasil informará ao consumidor a eficiência dos pneus a partir da avalição dos níveis de aderência ao piso molhado, resistência ao rolamento e ruído, com classificação de A até G, sendo da categoria A os pneus de melhor performance.

Diferente dos Estados Unidos, o modelo europeu não optou por colocar na etiqueta a avaliação de durabilidade. “Também não haverá este indicativo na etiqueta brasileira, mas pode vir a ser um novo quesito no futuro.”

Kuster diz que um dos objetivos do programa de etiquetagem é estimular a competitividade do mercado e que o ponto positivo, principalmente para o consumidor, será a corrida que gerará nas fabricantes para oferecer o produto mais eficiente e econômico. O executivo informa que, em média, entre 20% e 30% do consumo de combustível em um automóvel e 24% das emissões de CO2 são atribuídos aos pneus. Segundo dados do Inmetro, a economia com gastos em combustível no primeiro ano após a implementação do programa de etiquetagem para pneus no Brasil pode chegar a R$ 400 milhões, cifra que pode alcançar os R$ 5,8 bilhões em seis anos.

O órgão mostra ainda que a aceitação da população com relação ao selo da eficiência é alta. Os dados da última pesquisa do Inmetro mostram que 74% da população brasileira conhece a etiqueta do Inmetro, instituída em pela primeira vez em refrigeradores, em 1984. Dessa fatia da população, considerando apenas pessoas com nível superior, 92% confiam nos critérios da etiqueta e, considerando todos os níveis de educação, 82% disseram confiar nas informações do selo.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Petrobras ampliará pesquisas com biodiesel

Publicado em 31 de outubro de 2012 17:19

A intenção é utilizar resíduos do pescado

Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca e Aquicultura assinaram em Brasília um memorando de entendimentos para ampliar programas cooperativos com foco na pesquisa e produção de biodiesel a partir de matéria-prima residual do pescado.

A parceria foi firmada no evento de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff. Para o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, a parceria tem o propósito de promover estudos para utilização dessa matéria-prima na produção de biodiesel.

“Vamos apoiar o desenvolvimento de uma alternativa de suprimento e contribuir também para o aproveitamento de resíduos da atividade pesqueira na produção de biocombustíveis”, avalia o presidente. A iniciativa está alinhada ao Plano Safra, que visa à expansão da atividade e do comércio pesqueiro e tem como meta produzir 2 milhões de toneladas anuais de pescado até 2014.

A Petrobras Biocombustível já desenvolve iniciativas para avaliar o aproveitamento de óleo de peixe para biodiesel. Um exemplo é a parceria no projeto piloto Biopeixe realizado com piscicultores da região de Jaguaribara, no Ceará, para prospecção no Açude Castanhão. Segundo a companhia petroleira, o acordo vai ampliar o aproveitamento e a produtividade dos recursos naturais.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Mercedes-Benz vende 2,1 mil veículos para o governo

Publicado em 31 de outubro de 2012 17:15

Caminhões e vans vão abastecer Exército, Marinha, Aeronáutica e Ministério da Saúde

Mercedes-Benz realiza as entregas de 2.102 veículos para órgãos do governo federal como parte do PAC Equipamentos, programa de compras governamentais anunciado no fim de junho, que prevê investimento de R$ 7,9 bilhões só em veículos em 2012, dos quais R$ 2,2 bilhões serão dedicados para o segmento de caminhões.

O lote inclui 1.567 caminhões Atego 1725 4×4 para o Exército Brasileiro, 110 unidades do mesmo modelo para a Marinha, 25 unidades do Atego 1726 4×4 para a Aeronáutica e 400 ambulâncias Sprinter para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Ministério da Saúde.

“Essa expressiva venda reafirma a posição de nossa empresa como tradicional fornecedora de veículos comerciais ao governo brasileiro. Os produtos da nossa marca são reconhecidos nos mais diversos órgãos pela qualidade superior, versatilidade de uso, robustez e resistência para as mais severas aplicações, além do reduzido custo operacional, que assegura eficiência e excelente relação custo/benefício nas atividades de transporte”, diz Joachim Maier, vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz do Brasil.

As entregas se estendem até 2013.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Cintos de segurança ganham mais tecnologia

Publicado em 31 de outubro de 2012 17:01

Dispositivo tem potencial para salvar mais vidas

Uma das invenções mais importantes em termos de proteção passiva são os cintos de segurança. Além de seu relevante custo-benefício, já salvou centenas de milhares de vidas desde que começou a aparecer nos automóveis, nos anos 1960. Para ter ideia de sua eficiência, responde por 45% das mortes evitadas dos ocupantes dos bancos dianteiros, em acidentes de potencial letal. Dois airbags, sempre em conjunto com os cintos, aumentam esse potencial para 51%, a um custo bem superior.

Cintos são peças de aparência simples, mas se beneficiam também de alta tecnologia. Os retratores por disparo pirotécnico (utilizam os mesmos sensores dos airbags) eliminam a folga das fitas em caso de acidente grave. Para proteger a caixa torácica dos ocupantes existe o limitador de esforço.

Mais recentemente, carros caros passaram a usar um pequeno motor elétrico para retrair os cintos dianteiros na iminência de um acidente. Se o acidente não ocorrer, voltam à posição normal. Se acontecer o pior, ganham-se décimos de segundo preciosos até o disparo pirotécnico, além de corrigir a postura dos usuários para máxima eficiência dos airbags.

Cintos, porém, têm “inimigos ocultos”: os viajantes do veículo. Por preguiça ou um pequeno incômodo na sua utilização são muitas vezes negligenciados, em especial no banco traseiro. Assim, tudo que estimula atar os cintos, ajuda. É o caso do facilitador. Consiste em um pequeno braço, acoplado ao regulador de altura na coluna B (central), que se estende até 30 cm, automaticamente, toda vez que alguém se senta em um dos bancos dianteiros. Evita, ainda, que as fitas se torçam com o uso descuidado, o que diminui bastante a eficiência protetora dos cintos.

Tal desenvolvimento está previsto para 2016. Depende tanto dos fabricantes de veículos, como dos cintos. Além de redução de preço, torna-se necessário um cuidadoso estudo ergonômico. Será muito útil também para pessoas idosas ou que sofram de restrições motoras.

Estimular e/ou facilitar o uso dos cintos no banco traseiro, onde as pessoas mais relaxam, é outra batalha. Por esse motivo a Mercedes-Benz projetou um dispositivo ativo que consiste em outro motor elétrico para encaixe da fivela. Muitas vezes os ocupantes não conseguem achá-lo, afundado entre o encosto e o assento. Além de iluminado por pequenos LEDs, o encaixe “viaja” por até sete cm, logo que as portas se abrem. Depois de engatado, recua quatro cm. O sistema faz parte do dispositivo de monitoramento de possível acidente, já existente nos bancos dianteiros, estendendo a maior proteção igualmente a quem fica atrás.

Minibolsas de ar embutidas nos cintos de segurança das extremidades do banco traseiro é conquista recente. A Ford as lançou no SUV Explorer, ano passado, nos EUA. Este ano, estreou na Europa, no sedã médio-grande Mondeo (igual Fusion), apresentado no Salão do Automóvel de Paris.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Goodyear mostra pneus Run On Flat a blindadores

Publicado em 31 de outubro de 2012 16:56

Pode rodar totalmente vazio por até 80 km

O marketing da Goodyear está voltando sua atenção aos pneus Run On Flat, capazes de rodar vazios até 80 km/h por uma distância de 80 quilômetros. Nesta terça-feira, dia 30, a fabricante reuniu blindadores de automóveis para mostrar as vantagens desse tipo de pneu, que custa 30% a 40% a mais que o convencional, segundo a própria fabricante, mas dispensa mão de obra especializada para a instalação e é montado em rodas convencionais, sem a necessidade de aplicação de cintas internas de náilon, comuns em carros blindados.

“O Run On Flat está à venda em nossos distribuidores. Também haverá os pneus em lojas multimarcas”, afirma o gerente de marketing de pneus para automóveis, Vinícius Sá. As empresas de blindagem perguntaram sobre a possibilidade de absorção, pela Goodyear, dos pneus originais do carro como base de troca, mas não há nada concreto a esse respeito.

Outra preocupação do setor de blindagem é quanto à gama disponível. Existem pneus em estoque, mas como a linha Run On Flat Goodyear é produzida na Alemanha em 29 medidas diferentes, com aros de 16 a 20 polegadas de diâmetro, nem todas estão na prateleira.

A Goodyear não pretende, ao menos por enquanto, fabricar os pneus Run On Flat no Brasil: “Isso demandaria investimento e para tanto seria necessário volume de vendas”, afirma o diretor de tecnologia e inovação, Sérgio Camargo. Na Alemanha, por exemplo, Audi, BMW e Mercedes-Benz utilizam pneus desse tipo como itens de série. No Brasil, contudo, nenhum carro sai de fábrica com o equipamento.

Sem revelar números de venda ou mesmo uma meta a ser atingida, a Goodyear informa apenas que as vendas do Run On Flat aumentam a cada ano. “O produto é oferecido em boa parte da rede. A intenção é difundir a tecnologia, mas os revendedores não são obrigados a ter em estoque”, afirma Vinícius Sá.

TECNOLOGIA DIFUNDIDA

A tecnologia run flat é dominada por fabricantes de pneus desde a década passada. Run On Flat é o nome adotado pela Goodyear (a Michelin utiliza Zero Pressure). Independentemente do nome ou marca, pneus desse tipo têm flancos mais espessos que os dos pneumáticos comuns. Na prática, mesmo que o pneu perca toda a pressão, esses flancos suportarão o peso do carro, impedindo que o aro da roda danifique a lateral ou a banda de rodagem.

Todo pneu run flat deve receber um sistema de monitoramento de pressão. A Goodyear utiliza um kit da Schrader que custa cerca de R$ 350. É composto de quatro sensores de pressão, um para cada roda, e uma central de monitoramento que informa a calibragem de cada pneu e alerta em caso de esvaziamento.

No Brasil, ao menos Bridgestone, Continental, Michelin e Pirelli têm componentes run flat à venda, mas nenhuma delas produz os itens por aqui. Em seu site, a Pirelli informa que seus pneus run flat são desenvolvidos com base nas especificações dos veículos em que são montados e, assim, só podem ser instalados em veículos que saem de fábrica com eles.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Na rota do carro à prova de acidentes

Publicado em 31 de outubro de 2012 16:26

Continental avança na oferta de sistemas de segurança ativa que assumem a direção do veículo e acionam os freios em caso de emergência

Quem já se acostumou com siglas como ABS (de freios com sistema antitravamento de rodas), EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e ESP (programa de estabilidade), deve se preparar para acrescentar muitas outras letras ao vocabulário que descreve os equipamentos de segurança ativa dos veículos, como ACC (controle de velocidade adaptativo), EBA (assistência de frenagem de emergência), ESA (direção assistida de emergência) e LDW (alerta de troca de faixa), entre outras.

Essa sopa de letrinhas é controlada por sensores que atendem por ADAS, de Advanced Driver Assistance Sensores, radares e câmeras que monitoram o trânsito e geram informações para que os sistemas tomem decisões autônomas, como reduzir a aceleração, acionar os freios ou até mesmo assumir o controle da direção, em rota para tornar os carros virtualmente à prova de acidentes.

Tudo isso já existe, funciona e tem resultados práticos comprovados. A novidade é que nos próximos anos esses sistemas vão avançar em velocidade de cruzeiro acelerada, não só para modelos caros e sofisticados, mas também em carros compactos mais baratos. “Estamos dedicados a reduzir os custos”, afirma Friedrich Angerbauer, chefe da unidade de negócios também denominada ADAS, de Advanced Driver Assistance Systems, que faz parte da divisão de componentes de chassis e segurança do grupo alemão Continental, que em 1999 equipou os primeiros carros na Europa com seu ACC controlado por um radar veicular.

Desde o início deste século os dispositivos de assistência eletrônica ao motorista se multiplicaram, mas sempre nos modelos de alta gama. A Continental calcula atualmente em € 1 bilhão por ano o mercado de componentes de sistemas de segurança ativa, no qual figura entre os maiores fornecedores mundiais, com três fábricas desses dispositivos na Alemanha e uma em construção no México, além de sete centros de engenharia dedicados ao segmento na Alemanha, Romênia, Estados Unidos e Japão. “Já esperamos por crescimento na demanda nesse mercado de 40% nos próximos cinco anos, pois são equipamentos que estão deixando de ser opcionais para se tornar standard em muitos carros”, projeta Angerbauer.

Com a redução de custos, ele também prevê a globalização dos ADAS, inclusive em países emergentes. No caso do Brasil, o novo regime automotivo prevê incentivos tributários para os fabricantes que agregarem mais conteúdo tecnológico aos veículos produzidos aqui, o que inclui os sistemas de segurança ativa. O governo brasileiro aposta na incorporação desses equipamentos pelos veículos nacionais dentro do alcance da política industrial desenhada para o setor automotivo, que começa em 2013 e vai até 2017.

 

Vetor de crescimento

Existem no horizonte dois principais vetores de crescimento na demanda por sistemas de segurança na indústria automotiva. O primeiro é que as seguradoras na Europa já reconhecem a eficácia desses sistemas para reduzir o número de acidentes, o que diminui os gastos com indenizações. Por isso algumas companhias já começaram este ano na Europa a conceder descontos que podem chegar a 25% na contratação de apólices para veículos equipados com assistência eletrônica ao motorista.

O outro fator é o aperto da legislação de segurança nos países da União Europeia, Japão e Estados Unidos, onde agências que promovem testes de impacto (crash tests), como a NHTSA e EuroNCAP, passam a considerar a atuação dos sistemas eletrônicos para classificar o grau de segurança de cada veículo.

A Continental considera que, a partir de 2014, tanto NHTSA, nos Estados Unidos, como EuroNCAP, na Europa, vão dar peso crescente à assistência de frenagem de emergência (EBA) e ao alerta de mudança de faixa de rodagem (LDW) para classificar a segurança dos carros. Em 2018 a empresa já prevê que União Europeia e Estados Unidos obrigarão por lei todos os fabricantes a instalar EBA e LDW nos veículos novos.

Existem dados do mundo real que apoiam essa tendência da legislação de segurança veicular. A BASt, agência federal da Alemanha de pesquisas de trânsito, avaliou em recente estudo que 70% de todos os acidentes graves poderiam ser evitados com o uso de sistemas inteligentes de assistência ao motorista, os ADAS. “Sabemos que 90% de todos os acidentes têm alguma participação direta do motorista. Portanto, os ADAS têm grande potencial para ajudar a reduzir os acidentes de trânsito”, afirma Mathew Avery, chefe de pesquisa da Thatcham Research, agência independente de testes que fornece dados para companhias de seguro do Reino Unido. Avery cita o exemplo do já consagrado sistema eletrônico de estabilidade, conhecido como ESP ou ESC, que segundo dados da Thatcham na Inglaterra reduz em 25% o risco de uma colisão grave ou fatal e em 15% os pedidos de indenizações por danos materiais.

O pesquisador avalia que os demais equipamentos ADAS mostram potencial equivalente de redução de riscos. A Thatcham acompanhou os pedidos de indenização de seguro do Volvo XC60, equipado com sensor infravermelho que detecta obstáculos a curta distância do carro e aciona os freios automaticamente em caso de emergência. O sistema evita colisões em velocidades de até 50 km/h e mitiga seus efeitos a até 70 km/h.

Em comparação com outros modelos similares, o XC60 pagou 27% menos indenizações por prejuízos materiais a terceiros, 22% menos para cobrir estragos ao próprio automóvel e 51% menos por danos físicos. “É a primeira vez que temos evidências que a assistência de frenagem de emergência reduz acidentes na vida real”, pontua Avery. As estatísticas da EuroNCAP sugerem que um carro certificado com cinco estrelas reduz em 79% o risco de mortes aos seus ocupantes em caso de acidente, quando comparado com um veículo duas estrelas.

A partir de 2017, 51% de toda a pontuação dos testes da agência poderá ser obtida com o uso da assistência eletrônica ao motorista, incluindo frenagem de emergência (EBA), controle de velocidade (ACC) e alerta de mudança de faixa (LDW). Para Avery, esse cenário torna esses sistemas praticamente obrigatórios, pois nenhum fabricante da Europa quer ficar mal avaliado nos testes. “Os fabricantes pedem mais segurança porque sabem que isso valoriza seus carros”, lembra. “À medida que os sistemas de segurança ativa se tornam uma estratégia para as montadoras, a evolução sai da escala horizontal para a vertical”, destacou Markus Schneider, chefe de pesquisa e desenvolvimento do centro de engenharia de segurança da Continental, ao traçar o cenário da assistência avançada ao motorista até 2025.

A empresa reuniu na Alemanha jornalistas de vários países para demonstrar os ADAS – o que comprova a tendência de barateamento e globalização desses sistemas.

 

Lidar, câmeras e radar

Entre as rotas tecnológicas que levam à configuração dos sistemas de assistência inteligente ao motorista, o ponto mais sensível está na escolha dos sensores que reconhecem riscos para acionar freios ou atuar sobre a direção e aceleração do veículo. Pela ordem de custo e eficiência, as opções começam pelo “lidar”, sensor infravermelho de curto alcance, e prosseguem para mocâmera, câmera dupla (ou estéreo) e radares de longo e curto alcances.

É possível e desejável usar mais de um dispositivo, para aumentar a acurácia do sistema. Os aparelhos são pequenos e normalmente instalados no alto do para-brisa, atrás do retrovisor interno do carro – uma solução que protege contra danos em possíveis colisões frontais. Os sinais captados são transmitidos a uma central eletrônica que processa os dados e toma as decisões de emergência.

A solução mais simples e barata é o lidar, que apenas detecta objetos grandes que refletem o sinal cerca de 10 a 15 metros à frente (como a traseira de outros carros). O sistema funciona nas baixas velocidades do trânsito urbano: até 25 km/h ativa a frenagem de emergência e evita a colisões, e até 40 km/h mitiga os efeitos do acidente, segundo demonstraram os testes da Continental.

A sensibilidade do sistema sobe com o uso conjunto do lidar com uma monocâmera, capaz de monitorar o ambiente 35 metros adiante com ângulo de visão de 3 a 4 metros de cada lado do veículo, reconhecendo sinais de trânsito, carros, pedestres, obstáculos e a própria pista, para alertar sobre limites de velocidade, tráfego contrário, mudança de faixa e possível colisão à frente. O sistema trabalha como olhos eletrônicos e pode atuar sobre os freios e a direção, impedindo que o motorista saia da estrada ou atropele alguém em um momento de distração.

O lidar com monocâmera ativa a frenagem de emergência e evita uma colisão a até 50 km/h, ou diminui seus danos a até 72 km/h. A eficácia aumenta bastante com uso da câmera dupla, ou estéreo, com o mesmo alcance de 35 metros, mas ângulo de visão bem maior, cerca de 10 metros de cada lado do veículo, o que oferece cálculo preciso de distâncias entre o carro e seus “alvos”. A câmera estéreo mapeia toda a área livre em volta do carro. Pedestres e faixas de travessia também são reconhecidos. Caso não haja tempo de frear, o sistema pode tomar a decisão autônoma de desviar do obstáculo, acionando a ESA (direção assistida de emergência), que calcula o ângulo exato a ser tomado sem perda de estabilidade do carro.

 

Direção Assistida de Emergência

O sensor mais caro (e também o mais eficiente) é o radar, indicado especialmente para trajetos em estradas. O dispositivo de longo alcance monitora o ambiente onde a vista não chega, até 200 metros adiante, em um ângulo de 9 graus, detectando formas e deslocamentos. Com isso, pode regular a velocidade segura para o automóvel da frente (ACC) e calcular exatamente a intensidade necessária da frenagem de emergência (EBA) com bastante antecedência.

O instrumento pode ser combinado com radares de curto alcance, que fazem o rastreamento de 1 a 60 metros à frente, com ângulo de 28 graus, e podem ser instalados na traseira e laterais, para ajudar na mudança de faixa e alertar sobre a presença de veículos no ponto cego do retrovisor. Desde 2010 a Continental fornece para a BMW a terceira geração de seu radar veicular, usado nos modelos topo de linha da Série 7, mas projeta que a próxima geração do dispositivo, a ser lançada em breve, deverá custar de três a quatro vezes menos, podendo ser usada por carros de custo menor. Com isso, no horizonte de uma década à frente, a tendência é de barateamento e combinação de todos os sistemas de monitoramento, cercando o veículo com 360 graus de vigilância eletrônica.

 

Comunicação Exterior

Os sistemas avançados de monitoramento do veículo também podem se comunicar com outros carros e a infraestrutura de trânsito. Por exemplo, um automóvel pode transmitir a outro que vem atrás que a pista está escorregadia, ou um farol depois da curva pode avisar que está vermelho, ou uma ambulância alerta que vai cruzar o caminho logo à frente.

Ao receber essas informações, a central eletrônica de segurança pode emitir alertas ao motorista ou até mesmo desacelerar o carro automaticamente. Esse conceito está muito próximo de virar realidade na Alemanha. Há quatro anos o projeto SIM (sigla em inglês para Mobilidade Inteligente Segura) está sendo desenvolvido em Frankfurt por um consórcio de empresas e o governo alemão, que financia a pesquisa. Bosch e Continental desenvolvem os diversos sistemas veiculares junto com seis montadoras (Audi, BMW, Daimler, GM Opel, Ford e Volkswagen).

A prefeitura de Frankfurt e o Estado de Hessen instalaram na área de testes antenas que integraram os carros ao sistema central de monitoramento de tráfego. Ao todo, 120 veículos rodam 50 mil quilômetros por semana transmitindo e recebendo dados sobre trânsito e condições das vias. Os testes na região de Frankfurt devem estar concluídos até junho de 2013 e o SIM poderá entrar na vida real de carros e motoristas.

Quando 80% dos veículos da frota estiverem integrados ao sistema, o governo alemão estima que existe potencial para reduzir em um terço os acidentes de trânsito e diminuir os congestionamentos. Isso porque será possível saber em tempo real sobre densidade de tráfego, possíveis bloqueios, condições climáticas e estado das vias. Isso servirá para fazer ajustes on-line nos tempos de faróis, sinais de trânsito e avisar os motoristas sobre desvios de rotas ou alterações nos limites de velocidade.

Automotive Business conferiu como funcionam na prática cada uma dessas tecnologias, algumas ainda em fase de desenvolvimento, nos campos de provas da Continental em Frankfurt e Alzenau. A constatação é que a rota para o carro a prova de acidentes já está traçada. A questão agora é de tempo, escala e preço.

 

Fonte: Automotive Business / http://portaldotransito.com.br

Cidades perdem mais R$ 26 mi com nova prorrogação do IPI

Publicado em 31 de outubro de 2012 16:23

A prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis até 31 de dezembro vai significar um rombo extra de R$ 26,67 milhões nos cofres das prefeituras mineiras. No país, as perdas dos municípios chegarão a R$ 188 milhões apenas nos próximos dois meses. Os cálculos são da Associação Mineira de Municípios (AMM) e da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e se referem à redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é formado por 23,5% do IPI e do Imposto de Renda.

Desde a primeira redução da alíquota do tributo, em junho deste ano, até o fim de dezembro, a redução no repasse chegará a R$ 1,69 bilhão, dinheiro que está fazendo falta para realização de obras, pagamento de fornecedores e do salário dos funcionários públicos. Muitas prefeituras estão trabalhando só com o básico de limpeza urbana, saúde e educação, diz o presidente da AMM, Ângelo Roncalli.

É o caso de Pedralva, no Sul de Minas. Desde setembro não se compra  nada na prefeitura. Só gasto com saúde, educação e combustível, diz o prefeito Antônio Elísio Gomes. Mesmo assim, a prefeitura tem dívidas de cerca de R$ 400 mil com fornecedores, deixou de pagar os salários do funcionalismo no mês passado e não pode garantir o pagamento em dia do 13º.

A AMM alerta que a situação agora é mais grave do que em 2009, por ser final de mandato. Na virada do ano, os prefeitos são obrigados pela Lei de Responsabilidade Fiscal a entregar as contas em dia ou estarão sujeitos a punições que podem chegar a até a prisão. Segundo a AMM, 35% dos prefeitos mineiros não conseguirão fechar suas contas ao final do mandato. Quase todos os prefeitos estão preocupados, mas, para esses 35%, se não tiver um auxílio do governo, será impossível, diz o presidente da entidade, Ângelo Roncalli.

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 75% dos prefeitos estão preocupados com o fechamento de contas no fim do mandato. Se deixarem restos a pagar, os prefeitos podem ser enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal que prevê penas até de prisão.

Em Taquaraçu de Minas, a 40 quilômetros de Belo Horizonte, o prefeito Marcílio Bezerra da Cruz, diz que não cumprirá a exigência. É impossível fechar as contas, diz ele, que vai encerrar o segundo mandato em dezembro. Tenho pena dos novos gestores, afirma.

FONTE: Seminovos

Sem meias palavras

Publicado em 31 de outubro de 2012 13:59

Direto ao ponto, sem firulas. O Detran  gaúcho usará o feriado de Finados para lembrar os vivos de que o trânsito mata. O texto do envelope avisa: “Depois, não adianta chorar”. E dentro, um lenço de papel.

Fonte: Zero Hora – Impresso / http://portaldotransito.com.br

Coluna do boris

Publicado em 31 de outubro de 2012 13:57

NOVIDADE AUDI LANÇA  VERSÃO ATTRACTION DO A4

A marca alemã inicia as vendas da versão (de entrada) Attraction do sedã A4, que é equipada com motor 2.0 TFSI (turbo e injeção eletrônica), que desenvolve 180cv de potência (entre 4.000rpm e 6.000rpm) e 32,6kgfm de torque (entre 1.500rpm e 3.900rpm); câmbio Multitronic CVT (continuamente variável) de oito velocidades, com opção de troca manual, nova programação e combinado à tração dianteira; airbags frontais, laterais e de cortina; freios ABS, faróis bixênon, com regulagem automática de altura dos fachos e lavadores elétricos; luzes de neblina, lanternas com luzes de LED, rodas de liga leve de 17 polegadas, revestimento em couro dos bancos, volante e alavanca de câmbio e ar-condicionado automático.

Entre os opcionais, está o MMI Plus (Multi Media Interface), com sistema de navegação e comando de voz ativo (o veículo interage com o condutor via voz). Com esse dispositivo, é possível navegar pelas diversas mídias (jukebox, SD, card, rádio e sistema de navegação) sem deixar de estar atento ao trânsito, utilizando apenas a voz.

O Audi A4 Attraction acelera até 100 km/h em 8,2 segundos e atinge máxima de 226 km/h. O consumo combinado (cidade/estrada) é de 14,1 km/litro e a emissão de CO2 combinada (cidade/estrada) é de 144 g/km. Preço: R$ 118.900.

SUPERCAVALARIA

A Bugatti está desenvolvendo mais uma versão do seu superesportivo Veyron, que será apresentada no Salão de Frankfurt do ano que vem.

Batizada de Super, a opção terá um motor com 1.600cv de potência, que, aliado a uma carroceria superleve em fibra de carbono (estima-se uma redução de 249 quilos no peso total do carro), possibilitará um desempenho fantástico: aceleração até 100km/h em apenas 1,8 segundo e velocidade máxima de 463km/h.

MOTOCROSS

No fim de semana, a pista do Motódromo Cassios Racing, em Itabirito, será palco da terceira etapa da Copa Cassios Racing de Motocross.

A pista, que foi inaugurada no ano passado, fica ao lado do Viaduto das Almas. A prova é reconhecida pela Federação de Motociclismo do Estado de Minas Gerais. Informações com Cássio Marques, pelo telefone (31) 9993-2993.

PLATINUM EDITION

Esse é o nome da versão especial que a Porsche preparou para o Panamera.

Baseada sobre a opção GT, ela tem motor V6, de 300cv; detalhes externos pintados na cor platina metálico (parte inferior dos espelhos retrovisores laterais, aletas da grade de admissão de ar, acabamento na tampa do porta-malas e o difusor traseiro), cinco opções de cores para a carroceira (preto e branco, sólidas; e preto basalto, cinza carbono e marrom mogno, metálicas), acabamento em preto brilhante nas molduras das janelas laterais, sistema Porsche Communication Managenent (PCM), faróis bixênon, assistente de estacionamento frontal, espelhos internos e externos com redução automática do brilho e rodas de liga de 19 polegadas (herdadas do Panamera Turbo).

A versão chega ao Brasil em fevereiro por R$ 429 mil.

VOLTA DO SANTANA?

A Volkswagen apresentou na China o novo Santana, que, ao contrário do Brasil (aqui ele saiu de linha em 2006), continua sendo produzido naquele país. O modelo passou por uma reestilização profunda, ficando muito parecido com o Jetta.

Lá, ele tem opções de motor 1.4 (de 90cv) ou 1.6 (de 110cv). Especula-se que esse Santana seria produzido no Brasil para concorrer com modelos como o Nissan Versa, Chevrolet Cobalt e Fiat Grand Siena, pois segue a fórmula do amplo espaço interno (2,60m de entre-eixos e porta-malas de 480 litros) para passageiros e porta-malas enorme.

TUNADO EM QUATRO

Entre as atrações que a Ford preparou para o Sema Show, o salão dos tunados, que começou ontem e vai até sexta-feira, em Las Vegas (EUA), estão quatro versões do sedã Fusion, preparadas pelas empresas Tjin Edition, MRT Performance, Ice Nine Group e 3dCarbon – Air Design, que combinam uma variedade de acessórios disponíveis no mercado independente. Elas partiram do modelo equipado com motor 2.0 EcoBoost, transmissão automática e tração integral.

A versão da Tjin tem kit turbo, sistema de exaustão com saída lateral, rodas de 21 polegadas, pneus Falken e suspensão tunada. A do MRT deu um ar mais urbano ao esportivo, com pintura em preto com capô e detalhes em azul.

Na cor verde limão, a opção da Ice tem pintura com grafismos de garras de monstro e cria um visual de força. A versão da 3dCarbon tem carroceria na cor branca, kit aerodinâmico e suspensão rebaixada.

NOVO CADENZA

A Kia divulgou as primeiras informações técnicas do novo Cadenza, também chamado de K7 na Coreia do Sul, que tem novos capô, grade, para-choque, aberturas laterais e para-lamas dianteiro. Especula-se que as opções de motor permaneçam as mesmas, incluindo o V6 3.5, que desenvolve 290cv de potência e 34,4kgfm de torque. O câmbio também deverá ser o automático de seis velocidades. Com esse conjunto, o sedã acelera até 100km/h em 7,2 segundos e chega aos 230km/h de máxima.

BRIO SEDÃ

A Honda divulgou um teaser (imagem provocativa) do modelo sedã do compacto Brio, que deve ser produzido junto com o hatch na fábrica de Sumaré, no interior paulista, em 2014. A imagem, que mostra um pouco da traseira e do perfil do modelo, surgiu na Tailândia. Lá, o carro tem duas opções de motor, sendo uma a gasolina (1.2, que desenvolve 88cv de potência e 11,1kgfm de torque) e (1.5) a outra a diesel.

DART SEGURO

O modelo da Dodge obteve cinco estrelas nos testes de colisão (impactos frontais e laterais) realizados pelo National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), o órgão que cuida da segurança no trânsito  nos Estados Unidos. O bom resultado pode ser creditado ao bom pacote de segurança que o modelo tem, começando pela carroceria (com 68% da estrutura do carro), passando pelos 10 airbags.

RECALL

A Harley-Davidson do Brasil convoca 492 proprietários das motocicletas VRSC, modelos Night Rod Special e V-Rod® 10th Anniversary Edition, fabricadas em 2012, e chassis 9321HHHJ0CD802158 a 9321HHHJ9CD809027; 9321HHHJXCD803771 a 9321HHHJXCD809022; 9321HHHK0CD802167 a 9321HHHK9CD808162; 9321HHHKXCD801169 a 9321HHHKXCD807862; 5HD1HHHC1CC800035 e 5HD1HHHD0CC800830, para recall.

Devem ser substituídos os parafusos da parte dianteira do conjunto do suporte da placa de identificação por novos componentes com arruelas e trava-roscas. Também devem ser reinstalados os parafusos da parte traseira com aplicação de trava-roscas. Pode ter havido instalação incorreta desse conjunto no para-lama traseiro, que poderá se soltar, permitindo eventual contato com o pneu. Esse contato pode fazer com que o suporte gire e atinja a linha de freio, afetando o desempenho de frenagem. Informações no site www.harley-davidson.com.br, telefone 0800 724 1188 (horário comercial) ou e-mail sac@harley-davidson.com.br.

RISCO DE INCÊNDIO

Também completam 180 dias, na próxima semana, dois recalls da BMW, devido a risco de incêndio. Um deles envolve os modelos 550i (chassi: C765603), 650i (C959437), X5 Xdrive 50i (de L393751 a L393914), X5 M (de LK12340 a LK12377), X6 Xdrive 50i (de L287225 a L287343), X6 M (de L587511 a L587694) e 750Li Híbrida (de C628847 a C628877), fabricados entre novembro de 2007 e fevereiro de 2011, e Mini Cooper S (de T198271 a T198514), Cooper S John Cooper Works (T187287), Countrymann Cooper S (de WK94763 a WK94970), Countrymann Cooper S ALL 4 (de WK66433 a WK66842), Cooper S Clubman (TY43874), Cooper S Cabrio (de T277533 a T277567; de TY49956 a TY49963). Deve ser substituída a bomba de água suplementar do turbocompressor. O outro recall envolve os Série 5 (520d, 525i, 525d, 530i, 530i Security, 530d, 545i, 550i, 550i Security e M5) e Série 6 (645i Coupé, 645i Cabrio, 650i, 650i Cabrio e M6), fabricados entre março de 2003 e julho de 2010 (Série 5 – de B077632 a CX18425; Série 5 Security – de RA17500 a RA27108; Série 6 – de B200649 a CV56304). Deve ser verificada a fixação do conector do cabo da bateria no assoalho e feita a substituição da capa de proteção que recobre o ponto de fixação.

BEETLE HERBIE

Para badalar a nova geração do Beetle, a Volkswagen criou a Edição 53, uma versão limitada baseada no filme Herbie, se meu fusca falasse, produção de Walt Disney de 1968. Além da pintura inspirada no personagem (o número 53 se destaca na pintura branca), o carro vem com motor 2.0 turbo, que gera 200cv; transmissão automatizada de dupla embreagem, controle da pressão dos pneus e sistema que ajuda o motorista a estacionar o veículo.

TAMANHO REAL

Uma das atrações da Chevrolet para o Sema Show, o salão dos tunados, que começou ontem e termina sexta-feira, em Las Vegas, nos Estados Unidos, é o Camaro Hot Wheels, que começa a ser produzido no primeiro trimestre de 2013. Baseado em modelo do fabricante de brinquedos (que tem seu logo espalhado por todo o carro), o esportivo pode vir na configuração cupê ou cabriolet e tem carroceria pintada na cor azul metálica, contrastando com o vermelho nas rodas, na grade e nas costuras dos bancos. O comprador poderá escolher entre os motores V6 ou V8 e câmbios manual ou automático.

Fonte: Jornal Estado de Minas / http://portaldotransito.com.br

Técnico de segurança encontra no pátio carro roubado há 1 ano

Publicado em 31 de outubro de 2012 13:45

Falhas na fiscalização no pátio do Detran  geram transtornos a técnico de segurança do trabalho. No mês de outubro do ano passado, o carro de Silvânio Bibiano do Vale foi roubado e desde então ele vem procurando o veículo, inclusive no pátio do Detran. Depois de um ano, descobriu que o carro estava o tempo todo naquele local, mas com a placa trocada, e que não havia sido feita a vistoria correta, com a checagem do número do chassi. Problema que não acontece mais em virtude da implantação de sistema eletrônico de controle e vistoria, explica o delegado de Trânsito. “Meu carro foi roubado no dia 4 de outubro de 2011, e um ano depois recebo uma carta do Detran  informando que meu carro estava no pátio, e se não buscasse, seria leiloado. Fiquei surpreso, e quando fui investigar, descobri que o veículohavia sido encontrado 19 dias depois do furto. Mas a placa havia sido trocada, e a polícia recolheu o veículo, que estava abandonado no bairro Leblon, levou-o para o pátio sem que fosse feita a devida vistoria, que compara a placa com o chassi. Se isso tivesse sido feito logo de início, seria comunicado e estaria com meu carro”, explica Silvânio, ressaltando que ainda está pagando pelo financiamento do automóvel. De acordo com o técnico de segurança, depois de todo este impasse, agora está enfrentando dificuldades para retirar o veículo do pátio, pois, além da burocracia, em que é preciso respeitar um trâmite, ainda terá de pegar o IPVA deste ano, pois o boletim de ocorrência da Polícia Militar não foi registrado como furto, e sim como abandono. “E, para piorar ainda mais a situação, o meu carro está todo depenado, a pintura está danificada, a lataria amassada, os bancos e a bateria foram retirados”, afirma Silvânio, ressaltando que foi roubado duas vezes. O delegado de Trânsito, Joaquim Pedersen de Queiroz, explica que é preciso avaliar cada caso. Segundo o delegado, é necessário respeitar o trâmite para retirar o veículo. A pessoa deve procurar a delegacia onde foi feito o boletim de ocorrência quando veículo foi encontrado, a partir daí será encaminhado um oficio à Delegacia de Trânsito para fazer a liberação. “Caso a pessoa encontre alguma irregularidade na hora de buscar o veículo, algo que esteja diferente do foi descrito pela polícia no BO, o proprietário do pátio deve se responsabilizar”, explica. Além disso, Joaquim esclarece que não existia uma vistoria nos pátios, é que há pouco tempo foi implantado um novo sistema eletrônico, em que cada veículo que já estava no local e os que poderão ser encaminhados são vistoriados relacionando-se a placa com o chassi.

Fonte: Jornal da Manhã MG / http://portaldotransito.com.br