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Arquivo mensais:junho 2015

A diferença entre ser advogado de empresa e de escritório

Publicado em 30 de junho de 2015 18:01

Quando Larissa Santos Brechbühler escolheu fazer graduação em Direito, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não sabia muito bem em que área gostaria de trabalhar, mas acreditava que o curso lhe garantiria uma ampla possibilidade de atuação, “tanto em cargos públicos, por meio de concursos, como no setor privado”.

Começou a carreira ainda durante a faculdade, trabalhando como estagiária no escritório de advocacia de seu pai, também advogado, para depois assumir a mesma posição em um dos maiores e mais tradicionais escritórios brasileiros – o Machado, Meyer, Sendacz e Opice. Essa experiência profissional ainda cedo é algo que recomenda para todos os estudantes: “A faculdade de Direito é muito teórica, não costuma passar a parte prática, então é importante vivenciar o mercado ainda no começo do curso”.

Mercado de trabalho

Larissa enxerga na passagem por um grande escritório uma possibilidade de aprendizado intenso, mesmo para quem pretende seguir carreira jurídica em empresas menores. “No estágio em um escritório de grande porte eu aprendi muito sobre o dia a dia da profissão, como administrar grandes quantidades de trabalho, o que foi algo que eu levei para vida. Eu aconselho a experiência em um escritório dessa magnitude, mesmo que a pessoa depois resolva ir para um lugar menor, porque vai ficar tudo mais fácil”, explica. Atualmente, no Machado Meyer, trabalham mais de 300 advogados.

Depois de formada, Larissa trabalhou por doze anos como advogada em grandes escritórios, antes de realizar uma importante mudança de carreira e migrar para indústria. Desde novembro de 2013 ela ocupa o cargo de Gerente Jurídico em uma conhecida empresa de varejo, a fluminense Casa & Vídeo, uma das líderes de vendas no Rio de Janeiro com 79 lojas no estado e atuação nos setores de utilidades domésticas, ferramentas, climatização e eletroportáteis.

“Dentro do escritório, o meu trabalho essencialmente não ia mudar com o passar do tempo, e eu sentia necessidade de ter uma experiência mais prática”, ela comenta em relação à mudança de rumo profissional. A Casa & Vídeo possui hoje duas gerentes jurídicas, uma responsável pela área empresarial e corporativa, e Larissa, que gerencia a parte de contensiosos (questões em que há ou pode haver contestação ou disputa) e processos na área trabalhista.

Dia a dia

Entre suas funções, está gerenciar processos e a relação com os escritórios terceirizados contratados pela empresa, além de lidar com demandas internas como uma espécie de consultoria jurídica, o que envolve a contratação de novos funcionários, revisão de todas as práticas de recursos humanos da empresa, parecer sobre certos assuntos do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). “Se a gente vai, por exemplo, mandar um funcionário para a China, é necessário fazer um contrato especial para ele, e é minha área que cuida disso”, conta.

Sobre a parte de lidar com processos, ela explica que existe um papel estratégica bastante nítida: “Muita gente acha que no departamento jurídico interno de uma empresa você fica só gerenciando processo, mas aqui na Casa & Vídeo eu participo muito da estratégia processual, de definir o rumo que o processo vai tomar”.

Em comparação ao seu trabalho anterior em escritório, mais restrito às próprias petições e processos, ela sente também que o cargo gerencial em uma empresa demanda um conhecimento administrativo mais aprofundado. “É necessário se especializar, já que a faculdade não te dá todas as ferramentas que você vai precisar”, explica Larissa, que tinha realizado um MBA em Direito Empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV) dois anos depois de formada. “A faculdade foi ótima na parte teórica, de dar os fundamentos das leis, mas o MBA permite uma visão mais macro e mais empresarial, e traz outras matérias que não fazem parte do currículo da graduação, como contabilidade”, completa.

Desenvolvimento

Ainda assim, ela acredita que o aprendizado sobre do dia a dia de uma empresa é algo que também vem da prática. “Eu tive que aprender a lidar melhor com essa questão de números, do financeiro”, explica. “Quando você fica no escritório, não costuma ter tanta visão do impacto que as suas ações no jurídico tem nos clientes, ou como funciona a empresa que você está atendendo”, conclui.

Lidar com pessoas é outro desafio. “As empresas possuem uma estrutura mais heterogênea, onde trabalha muita gente que não é do mesmo ramo que você”, explica.

No final das contas, é tudo uma questão de perfil e preferências. “Pra pessoas que gostam de escrever, de desenvolver tese jurídica, o escritório funciona melhor. Já quem gosta da prática, do dia a dia, de resolver os problemas e ver as coisas acontecendo, eu acho que trabalhar em uma empresa é a melhor escolha”, opina Larissa.

Trabalhando na Casa & Vídeo, por exemplo, as coisas são bem rápidas e dinâmicas, o que demanda um perfil hands on, enquanto em um escritório de advocacia os profissionais de perfil mais acadêmico encontraram mais tempo para estudar e se aprofundar em teses.

Cinco pessoas da mesma família morrem em acidente em Nonoai

Publicado em 30 de junho de 2015 17:33

O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) identificou no começo da manhã desta segunda-feira as cinco pessoas que morreram no acidente que envolveu uma EcoSport e dois caminhões na ERS 406 em Nonoai, no Norte do Estado. As vítimas – todas da mesma família – são Felipe Piovesan Tagarra, 32 anos (pai), Meliana Vieira (mãe), 28 anos, Vicente Felipe (filho), 3 anos, Marli Terezinha Piovesan Tagarra (avó), e Dilson Tagarra, 66 anos (avô), que estava conduzindo a caminhonete.

De acordo com os policiais rodoviários, o motorista da caminhonete teria perdido o controle da EcoSport e colidido contra os veículos de carga na noite desse domingo. Conforme o CRBM, testemunhas informaram que a caminhonete andava em alta velocidade, no sentido Nonoai-Chapecó (SC) e teria invadido a pista contrária no Km 25 da rodovia. A caminhonete bateu ao lado de um caminhão de pequeno porte antes de atingir frontalmente o bitrem.

Após a colisão, o motorista do caminhão de pequeno porte realizou o teste do bafômetro, que não apontou presença de álcool no sangue. Já o condutor do caminhão bitrem, de 47 anos, foi levado para o hospital de Nonoai. Ele sofreu escoriações leves devido ao cinto de segurança e deve receber alta já nesta segunda-feira.

Os corpos das cinco vítimas ficaram presos às ferragens. Policiais rodoviários de Passo Fundo foram chamados para realizar a perícia. O trânsito ficou bloqueado totalmente por mais de duras horas.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/560306/Cinco-pessoas-da-mesma-familia-morrem-em-acidente-em-Nonoai

Justiça arquiva inquérito de acidente de ônibus que matou 51 em SC

Publicado em 30 de junho de 2015 17:30

Segundo juiz, como responsável morreu, não há quem criminalizar.

Justiça também liberou a retirada da carcaça do ônibus da frente da PMRv.

O processo criminal do acidente com o ônibus de turismo que deixou 51 mortos na Serra Dona Francisca, Norte catarinense, foi arquivado pela Justiça. A decisão foi tomada na última sexta-feira (26), por não “haver quem responsabilizar criminalmente”, segundo o juiz da Vara de Crimes de Trânsito de Joinville, Decio Menna Barreto de Araújo Filho, que proferiu a sentença. O acidente aconteceu em março deste ano na rodovia SC-418.

Segundo o magistrado, o arquivamento foi um processo “natural”, pois o inquérito policial determinou que, se estivesse vivo, o motorista do veículo seria inidiciado por homicídio culposo. “Como não há quem responsabilizar [o processo] foi arquivado”, destacou o juiz Menna Barreto de Araújo Filho.

Segundo o magistrado, na esfera civil, a responsabilidade de apurar os fatos e entrar com as ações é do Ministério Público e Justiça do Paraná, de onde eram a maioria das vítimas – e de onde o õnibus saiu. A decisão de sexta-feira também autorizou a remoção da carcaça do ônibus, que estava depositada no pátio da Polícia Militar Rodoviária de Joinville.

Acidente
O acidente aconteceu no final da tarde de 14 de março, quando o ônibus caiu em uma ribanceira após uma curva, no km 89 da SC-418, com 59 pessoas a bordo, apenas 8 sobreviveram. Conforme o delegado Brasil Guarani, o motorista Cergio da Costa teria causado a trágedia por exaustão física, pressão psicológica e consumo de bebida alcóolica.

O laudo divulgado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), indicou que o homem possuía 1,49 decigramas de álcool por litro de sangue do motorista. A partir de 0,33, o motorista já é autuado e não pode dirigir. “A imprudência dele causou o acidente. Por estar conduzindo sobre o efeito de bebida alcóolica e não acionar os equipamentos de segurança necessários, ele pode sim ser considerado o culpado do acidente”, afirmou o delegado no dia 14 de maio, quando o inquérito havia sido concluído.

Troca de ônibus
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o grupo saiu de União da Vitória (PR) com dois ônibus menores. Porém, no caminho, um dos veículos apresentou problemas mecânicos. Como não foi possível solucionar, um ônibus maior foi chamado e juntou os passageiros dos dois veículos.

De acordo com relatos à polícia, o motorista havia passado a madrugada anterior acordado, tentando consertar o ônibus que quebrou. Ele teria afirmado que queria retornar, mas os passageiros insistiram em continuar a viagem.

Sem falha mecânica
A perícia não detectou falha mecânica, com exceção do superaquecimento dos freios. O ônibus estava a 90km/h  no momento que desgovernou, e caiu a 120km/h, de acordo com a perícia  do IGP.

Inquérito final
O inquérito final tem 550 páginas, com 62 laudos, dos quais 51 apontam a causa da morte de cada uma das vítimas. Outros dois laudos analisaram amostras de sangue do motorista para saber se ele havia consumido alguma substância, como bebida alcoólica. O último laudo é um estudo nos destroços do ônibus e no lugar do acidente.

Segundo a Polícia Civil, o ônibus viajava com excesso de passageiros: 59 no total, considerando os 51 mortos e os 8 sobreviventes. Pelo menos duas pessoas estariam viajando em pé e ninguém utilizava cinto de segurança, pois o ônibus não possuía cintos. Ele foi fabricado nos anos 1980 e não foi regularizado para os parâmetros atuais, o que é considerado infração grave.

O veículo não tinha autorização para fazer aquele percurso, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). De acordo com o órgão, havia autorização para que um ônibus da empresa viajasse de União da Vitória para Guaratuba, no Paraná. O motorista, porém, decidiu cortar caminho passando por Santa Catarina.

Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/06/justica-manda-arquivar-inquerito-criminal-de-acidente-que-matou-51.html

Acidente com caminhões interdita pista central da Via Dutra, no RJ

Publicado em 30 de junho de 2015 17:26

Segundo o Bom Dia Rio, havia pessoas presas nas ferragens.

Telespectador flagrou caminhão tombado na altura da Pavuna.

Um acidente com dois caminhões interditava a pita central, sentido Rio, da Via Dutra por volta das 6h15 desta segunda-feira (29). De acordo com as primeiras informações, havia pessoas presas nas ferragens.

O telespectador do Bom Dia Rio, Nei Florenço, gravou na manhã desta segunda-feira (29) um caminhão tomado também na Dutra, na altura da Pavuna, na Baixada Fluminense.

A Nova Dutra, concessionária que administra a via, disse que o acidente foi na noite deste domingo (28). O veículo já foi desvirado.

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Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/acidente-com-caminhoes-interdita-pista-central-da-dutra-no-rj.html