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Call centers já empregam quase 100 mil pessoas

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:51

Call centers já empregam quase 100 mil pessoas

O sector continua a crescer em Portugal, mas o elevado número de queixas continua a denunciar más condições de trabalho. Os sindicatos pedem alterações e os partidos dizem estar a trabalhar em mudanças.

Os call centers empregam entre 80 e 100 mil pessoas e o número continua a crescer. Os dados são uma estimativa da Associação Portuguesa dos Contact Centers (APCC) que, no final do ano, terá os resultados de uma análise mais exaustiva ao sector, cita o Jornal de Notícias (JN). O número continua a subir: o call center da Altice de Oliveira do Hospital é o centro mais recente.

Os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional mostram que é na capital que se concentra o maior número de empresas de trabalho temporário licenciadas: 101. O Norte conta 78, o Centro 14, a Madeira 9 e o Algarve e Alentejo 8, cada.

A profissão ocupa um peso cada vez maior, mas as más condições de trabalho são uma queixa recorrente, pelo que os partidos que suportam o Governo admitem mudar a lei.

Falta de progressão na carreira, rígida supervisão, pressão e instabilidade e assédio moral são algumas das queixas apresentadas pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Call Center, Danilo Moreira. Os representantes do sector pretendem, entre outras reivindicações, que a profissão seja considerada de desgaste rápido, querem limitar as razões para contratar em regime de trabalho temporário, que exista mais tempo entre chamadas e que a fiscalização seja mais exigente, escreve o diário.

O secretário-geral da Associação Portuguesa dos Contact Centers, Jorge Pires, admite que as histórias que denunciam as condições de trabalho sejam verdadeiras, mas garante não espelham todo o sector. Admite que o trabalho é gerido ao segundo, mas garante o tempo de descanso, pagamento acima do salário mínimo e acrescenta que a precariedade só corresponde a cerca de 5% a 10% do emprego. “As pessoas podem estar convencidas de que é tudo igual, mas não é”, garante.

Entre 2015 e 2016, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego recebeu dez queixas relativas a empresas de trabalho temporário e call centers, de um universo de 182 queixas. Das dez registadas, quatro referiam-se ao despedimento de mulheres grávidas, puérperas ou lactantes, e de um trabalhador em licença parental. As outras incidiam sobre a flexibilidade de horário de trabalho de trabalhadores com filhos até aos 12 anos ou com deficiência.

Em 2015, Autoridade para as Condições no Trabalho fez 431 inspecções que detectaram 17 situações irregulares. Até Junho de 2016, as 350 inspecções detectaram falhas como trabalho não declarado, organizações dos horários, salários e falta de seguro de acidentes de trabalho ou exames de saúde.

Entre as denúncias feitas pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Call Center e pela deputada do Bloco de Esquerda Isabel Pires, que trabalhou em call centers antes de chegar a São Bento, são destacados os três segundos entre desligar uma chamada e voltar a ligar, ou os três minutos de intervalo a cada hora de trabalho, só quando o supervisor ou o computador autorizar. Apesar de poderem passar anos no mesmo posto de trabalho, os funcionários estão sujeitos a contratos mensais, quinzenais, diários ou a tempo incerto. A formação inicial é prolongada para adiar a assinatura de contrato e evitar descontos à Segurança Social, diz Danilo Moreira. Jorge Pires responde que é real e intensa porque os call centers não têm interesse em estar sempre a mandar pessoas embora. As chamadas são gravadas para “avaliar, gerar pressão e encontrar falhas” dos trabalhadores, afirma Danilo Pereira, denunciando um forte assédio moral.

O Ministério do Trabalho não se quis pronunciar porque ainda decorrem os trabalhos do grupo de combate à precariedade, escreve o JN. Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, e José Soeiro, do BE, dizem estar empenhados. Em Novembro, Barbosa Ribeiro quer ouvir os trabalhadores e Soeiro quer apertar a fiscalização. Também Rita Rato, do PCP, diz estar em conversações com o Governo.

 

Fonte: https://www.publico.pt/economia/noticia/call-centers-ja-empregam-quase-100-mil-pessoas-1749464

Não faz jus adicional de insalubridade a quem aplica injetáveis em clientes de drogarias

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:48

Não faz jus adicional de insalubridade a quem aplica injetáveis em clientes de drogarias

De acordo com a Norma Regulamentadora 15 (NR 15), anexo 14, é devido o adicional de insalubridade de grau médio para aqueles que operem em contato permanente com pacientes e com material infectocontagiante. Baseado nisso, uma trabalhadora pediu o referido adicional, já que aplicava diariamente injetáveis aos clientes da drogaria onde trabalhava.
Não concedido em primeira instância, a autora recorreu. Os magistrados da 17ª Turma do TRT-2 julgaram o recurso. O acórdão, de relatoria da desembargadora Maria de Lourdes Antonio, citou os locais de trabalho especificados no referido anexo da NR 15, onde esses procedimentos justificam o adicional de insalubridade: “hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana”.
Segundo o acórdão, “drogaria não se trata propriamente de estabelecimento destinado ao cuidado da saúde humana, onde há contato com inúmeros pacientes e doenças, como é o caso dos hospitais, serviços de emergência, etc”. Além disso, não há ali contato com “pacientes” propriamente ditos ou com seus objetos não esterilizados. E, por fim, para o reconhecimento do direito ao adicional, é necessário que a atividade esteja classificada na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho, conforme Súmula 448 do TST.
Portanto, o pedido de adicional de insalubridade não foi deferido. Porém, o outro pedido da autora foi acatado: determinou-se que, no cálculo da indenização decorrente da estabilidade gestacional, seja observada a data da dispensa como início da estabilidade e não a data da distribuição da ação – e esse deferimento concedeu provimento parcial ao recurso.
Processo: 0001755-96.2013.5.02.0010 / Acórdão nº 20160548513
Fonte: http://www.justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=118024&nome=Nao-faz-jus-adicional-de-insalubridade-a-quem-aplica-injetaveis-em-clientes-de-drogarias-

Prejuízos causados por chuvas podem ser ressarcidos pelo Poder Público

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:44

Prejuízos causados por chuvas podem ser ressarcidos pelo Poder Público

Junto com a chuva, que os goianienses tanto aguardavam, vieram os prejuízos em alguns bairros da capital. O que muitos consumidores não sabem, segundo Wilson Cesar Rascovit – presidente do IBEDEC-GO, é que é possível e está previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC) o pedido de ressarcimento dos danos junto à prefeitura local ou Governo do Estado.

“Existe na Constituição Federal (artigo 37, parágrafo 6º) e no Código Civil (artigo 43), a previsão de que o Estado responde pelos danos causados por seus agentes”, informa Rascovit. Isto se encaixa nas reclamações feitas por alguns moradores (expostas na mídia) que alegam terem solicitado a retirada ou poda de determinada árvore, junto à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), órgão vinculado à Prefeitura de Goiânia, mas cujo pedido não foi atendido. O pedido de indenização também cabe àqueles consumidores que tiveram perdas causadas pela queda de energia. “Aparelhos eletroeletrônicos danificados pela falta de energia ou perdas de alimentos em geladeiras podem e devem ser ressarcidos pela Celg”, completa.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo – Seção Goiás, no caso de alagamentos de vias públicas, todos os danos causados a veículos, imóveis e ao comércio podem ser atribuídos ao Estado (aqui, leia-se poder público na esfera municipal ou estadual), que não investiu ou na construção de rede de escoamento de água suficiente ou não fez a limpeza adequada da rede existente. “O mesmo vale para quedas de árvores sobre veículos ou fachadas de casas e comércios, como vimos recentemente em Goiânia. O prejuízo pode ser atribuído ao Estado por não ter removido uma árvore podre ou fez uma poda de forma errônea ou ainda não analisou que a árvore corria risco de cair e não a retirou antes”, enumera Rascovit.

Apesar disso, é bom o consumidor ficar atento e reunir provas de seus prejuízos, pois a Justiça tem concordado com a responsabilidade estatal, no entanto, estes devem ser comprovados. “A culpa tem de ser demonstrada para que nasça a responsabilidade de indenizar. Porém, a prova disto não é tão difícil como se imagina, até porque é fato público e notório que, todos os anos, se repetem os mesmos casos, nos mesmos lugares”, destaca o presidente da entidade.

COLHA PROVAS

Para colher provas dos prejuízos causados pelas chuvas, o IBEDEC Goiás orienta para que o  cidadão tire fotos ou faça filmagem com o próprio telefone celular, mostrando os danos ocorridos e onde ocorreram; guarde recortes e noticiários de jornal sobre o alagamento; pesquise na internet notícias de alagamentos ocorridos nos anos anteriores para fazer prova de que o problema era conhecido; consiga um boletim meteorológico para a região na internet, em que chuvas tenham sido previstas para aquele período; registre um Boletim de Ocorrência (B.O.) na delegacia de polícia mais próxima; faça um levantamento dos danos e três orçamentos para o reparo; por fim, anote nome e endereço de testemunhas.

“Com estas provas em mãos é hora de entrar na Justiça, caso o poder público se negue a indenizar o consumidor. A ação deve ser proposta na Justiça Comum, podendo levar alguns anos para o seu final. No entanto, é melhor ter algo para receber do que arcar com o prejuízo sozinho”, pondera Rascovit.

RESPONSABILIDADE PARA SITUAÇÕES DE GARAGENS DE PRÉDIOS INUNDADAS

É comum ocorrer o alagamento de garagens de prédios, danificando veículos estacionados no local. “A solução, aqui, exige uma leitura da convenção de condomínio e o estudo de cada caso”, alerta Wilson Cesar Rascovit. “Se esta convenção prevê que o condomínio é responsável por danos causados aos condôminos, a ação de reparação de danos pode ser dirigida contra este”, orienta.

Conforme o presidente, no entanto, se a convenção não prevê tal responsabilidade, é preciso identificar o que ocorreu: se foi uma falha nas bombas de drenagem, por exemplo, já conhecida pela administradora do condomínio ou pelo síndico e não reparada sem justificativa, estes podem ser responsabilizados pelos danos causados aos condôminos. “Se a construção do prédio é nova e houve falha no projeto em relação ao escoamento de água, necessária naquele tipo de construção, segundo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a responsabilidade pode ser imputada à construtora. Esta, por sua vez, deverá indenizar os proprietários atingidos”, informa Rascovit.

Outra situação mencionada por ele diz respeito ao veículo segurado. Para o presidente do IBEDEC Goiás, a seguradora deve indenizar o prejuízo ao consumidor e, então, buscar receber os danos de quem o causou. “Mesmo que a apólice não preveja tal situação, o consumidor pode lutar pela indenização. Entendemos que chuva em excesso, por si só, não é um desastre natural a ponto de afastar a indenização. Isto porque o alagamento não decorre da chuva e, sim, por falha na drenagem, seja da rua ou de uma garagem em prédio”, cita.

“A ação poderá ser proposta nos Juizados Especiais Cíveis se os danos causados forem de até 40 salários mínimos (atualmente, R$ 31.520,00) e o caso não exigir perícia. Acima deste valor ou quando for necessária perícia, as ações terão que ser propostas na Justiça Comum”, destaca Rascovit.

Fique sabendo

O consumidor que teve o veículo danificado por causa das chuvas, também deve adotar algumas medidas:

• Tirar fotos ou fazer filmagem com o celular, ou qualquer tipo de câmera, dos danos ocorridos e do local onde ocorreu;

• Registre uma ocorrência na delegacia;

• Faça um levantamento dos danos e três orçamentos para o reparo;

• Anote nome e endereço de testemunhas;

• Acione a seguradora do veículo, caso tenha, e aguarde uma resposta em até 30 dias sobre a cobertura ou não dos danos.

*O IBEDEC Goiás funciona na Rua 5 nº 1.011, Setor Oeste, Goiânia (GO). O atendimento é gratuito. Telefone de contato: 62 3215-7700.

 

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=213577

Ação civil determina que Adeagro pague R$ 350 mil de indenização a funcionários

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:42

Ação civil determina que Adeagro pague R$ 350 mil de indenização a funcionários

Além da indenização, a empresa deverá cumprir as leis trabalhistas

A Adecoagro, usina de álcool e açúcar que atua em Angélica e Ivinhema, deverá pagar R$ 350 mil em indenização a ex-funcionários e terá que regular a jornada de trabalho de 5.711 empregados ativos.  A decisão faz parte do acordo com o Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT/MS).

A decisão foi homologada pela Vara do Trabalho de Nova Andradina, após ação civil pública ajuizada pelo procurador do Trabalho, em Dourados, Jeferson Pereira. A ação foi ajuíza em outubro de 2015, e exigia que a empresa cumprisse as leis trabalhistas.

Com a ação, a empresa ficou obrigada a respeitar o intervalo mínimo de interjonada de 11 horas consecutivas, o descanso de 24 horas consecutivas dentro de um período de sete dias de trabalho, e a prorrogação de jornada somente de duas horas diárias, conforma artigo 61 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em relação à jornada extraordinária de empregados que desempenham atividades insalubres, a indústria deverá observar a necessidade de autorização da autoridade competente em saúde e segurança do trabalho, nos termos do artigo 60 da CLT.

 

Fonte: http://www.capitalnews.com.br/cotidiano/acao-civil-determina-que-adeagro-pague-r-350-mil-de-indenizacao-a-funcionarios/297322

Indenização por lesão cerebral chega a mais de R$ 3 milhões para UFC Nova York

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:41

Indenização por lesão cerebral chega a mais de R$ 3 milhões para UFC Nova York

O UFC fez de tudo para conseguir finalmente a autorização para realizar eventos no estado de Nova York (EUA). E isso inclui uma indenização milionária para atletas que por ventura tenham lesões mais sérias durante o show que será realizado no dia 12 de novembro, no Madison Square Garden.

De acordo com o site americano da ‘ESPN’, o porta-voz do Departamento do Estado de Nova York, Laz Benitez, garantiu que uma indenização de até 1 milhão de dólares (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação atual) deverá ser paga em caso de algum dano cerebral aos atletas que estarão no card.

A companhia de seguros AIG foi contratada pelo Ultimate para garantir que a lei seja cumprida. Cada um dos 26 lutadores que se apresentarão possuem uma apólice de 1.675 dólares (cerca de R$ 5.345). Ou seja, o card todo custará apenas em apólices para torneio quase R$ 139 mil.

O seguro de 1 milhão de dólares por lesão cerebral foi uma das exigências para que a lei que aprovou o MMA em Nova York fosse aprovada. O esporte estava banido do estado desde 1997.

 

Fonte: https://esportes.yahoo.com/noticias/indeniza%C3%A7%C3%A3o-por-les%C3%A3o-cerebral-chega-090016915.html

19 motoristas da Uber ganham ação contra empresa no Reino Unido

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:14

19 motoristas da Uber ganham ação contra empresa no Reino Unido

A justiça do Reino Unido decidiu na sexta-feira, dia 28 de outubro, que os mais de 40 mil motoristas cadastrados na Uber daquele país poderão receber um salário mínimo mensal a partir de agora e também terão direito a hora extra. 

Esta decisão está diretamente ligada aos 19 funcionários da Uber que processaram a empresa e conseguiram comprovar o vínculo empregatício. Inclusive, eles ganharão dois anos de horas extras trabalhadas em feriados e qualquer período em que ganharam menos que um salário mínimo.

Annie Powell, advogada dos 19 funcionários, disse em entrevista ao BuzzFeed que esta decisão da justiça foi “revolucionária e irá impactar não somente os motoristas da Uber, mas todos os funcionários que são classificados de maneira errada como trabalhadores autônomos e são negados direitos que deveriam ter.”

A Uber do Reino Unido irá recorrer a esta decisão da justiça do país, alegando que os funcionários podem criar os seus próprios horários e não têm obrigatoriedade de trabalharem exclusivamente para o aplicativo. Ainda segundo a empresa, a proposta do app seria conectar motoristas com clientes, diferente das companhias de táxis.

 

Fonte: https://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/19-motoristas-da-uber-ganham-acao-contra-empresa-no-reino-unido/

Campinas anuncia parcelamento dos salários e redução de comissionados

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:10

Campinas anuncia parcelamento dos salários e redução de comissionados

(SP) anunciou nesta quinta-feira (27) o parcelamento dos salários de outubro dos servidores municipais, corte de horas extras e a redução de 20% dos gastos com cargos comissionados. O governo alega que as medidas são para amenizar efeitos provocados pela crise, enquanto o funcionalismo prevê dificuldades. De acordo com a Secretaria de Recursos Humanos, nesta sexta-feira serão acertadas as folhas dos aposentados, pensionistas e 75% dos 17,8 mil ativos. Já os trabalhadores que têm salários mais elevados, recebem nesta mesma data até R$ 5,4 mil líquido, e o restante será pago até 15 de novembro. “A questão do parcelamento dos salários é específica para este mês. Não tínhamos dinheiro para creditar tudo amanhã e fizemos essa opção”, explicou ao G1 o secretário de Administração, Silvio Bernardin. Em relação às despesas com comissionados, o governo informou que espera reduzir a folha mensal de R$ 3 milhões para R$ 2,4 milhões de forma gradativa com as exonerações e, de forma indireta, por meio da redução dos salários. “O critério vai ser apresentado pelo gestor de cada pasta. Vamos começar nesta semana e não necessariamente podem ocorrer demissões. Eu posso exonerar um servidor e depois nomear em cargo de remuneração inferior. É uma meta mínima, por enquanto”, falou o secretário. Segundo ele, ainda não há definição sobre o número de funcionários que devem ser afetados. Segundo o Executivo, todas as horas extras serão cortadas, com ressalva para os casos avaliados como excepcionais. Além disso, o prefeito Jonas Donizette (PSB) determinou que nenhuma nova despesa será contratada sem autorização da Secretaria de Finanças. “Essas medidas, somadas a outras que já vinham sendo adotadas, como redução no número de veículos da frota oficial e economia em diversos contratos, vão gerar um corte de cerca de R$ 100 milhões até o final deste ano”, informa texto da administração.Saúde, educação e 13º salário Bernardin disse que o objetivo é preservar sobretudo as áreas de educação e saúde, contudo, por elas terem quase metade do orçamento, também devem ter reflexos com as medidas. “É impossível imaginar que não tem como não fazer, investimos nelas acima do previsto pela Constituição […] Temos uma preocupação também, porque demissão significa potencializar a crise. Vamos cortar pessoas importantes para a administração, não tem ninguém encostado”, ressalta ao mencionar que o governo também busca recursos junto ao estado e União. Sobre o 13º salário dos servidores, o titular da pasta afirma que é prematuro fazer avaliações sobre dificuldades no pagamento. O Executivo estima contingenciamento de 20% no orçamento para o próximo ano – que ainda será votado pelos vereadores a partir de novembro -, e não está descartada possibilidade de redução de secretarias. “A diminuição não está descartada. O prefeito está avaliando”, afirma Bernardin.’Dificuldades’ Em nota, o sindicato que representa os servidores municipais (STMC) informou que as medidas causam dificuldades aos trabalhadores. “Essa medida vai desestruturar o planejamento dos trabalhadores que se programaram financeiramente durante o ano. […] Terão dificuldades para cumprir seus compromissos, principalmente em relação as suas finanças e, ao mesmo tempo, desfrutar das férias”, diz texto. Por outro lado, a entidade se colocou favorável ao corte das horas extras, ao mencionar que defendia a medida para evitar a sobrecarga de trabalho. “O importante é avaliar a qualidade de vida do funcionalismo e não sobrecarregar o trabalhador, pois isso comprometerá sua saúde.”

 

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=816294

Saúde é hoje o grande nó para o governo

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:08

Saúde é hoje o grande nó para o governo

O governo de Brasília tem problemas de todo tipo, mas nenhum, hoje, é mais presente, mais grave e incomoda tanto como as deficiências na saúde pública. São tantas e tão grandes que há muita gente que não vê mais como solucioná-las ou até mesmo reduzi-las. O sistema de gestão da saúde parece mesmo ter falido e as melhorias apresentadas são pontuais e acabam tendo pouco impacto diante do caos generalizado Todas as propostas de solução parecem insuficientes.

O governo aposta na contratação de organizações sociais para, inicialmente, administrar unidades de pronto atendimento e de atenção básica, mas encontra forte oposição institucional, política e corporativa. Mesmo que consiga implantar as OS, e se os resultados forem positivos, o alcance será limitado e não serão resolvidos os problemas mais graves da saúde no Distrito Federal.

Os problemas são muitos e diversificados

A lista de nós que teriam de ser desatados na área da saúde é infindável, envolvendo questões ligadas à carência e má aplicação de recursos financeiros, pessoal, equipamentos, insumos, medicamentos, conservação de imóveis, infraestrutura e serviços e assim por diante. Vão de má gestão à corrupção a roubos nas unidades, de falta de pessoal a fraudes no controle das horas extras e no cumprimento de horário de trabalho.

Há também um fator que interfere na gestão e que pode ser eliminado com mais facilidade: as interferências políticas nas nomeações para funções comissionadas, na definição de lotações de servidores e na requisição de técnicos para gabinetes, abrindo buracos no atendimento à população.

Dinheiro das horas-extras pode ser mais bem aplicado

Independentemente de inserir ou não as organizações sociais no sistema de saúde pública, há algumas medidas que o governo poderia tomar para melhorar a situação, segundo estudo apresentado em abril deste ano por técnicos da Secretaria de Saúde e até agora, pelo jeito, esquecido em alguma gaveta. É um trabalho com muitos dados e números, com levantamento minucioso em cada unidade, e que apresenta propostas de execução relativamente fácil. O que o estudo propõe, em suma, é que 800 servidores da Secretaria de Saúde tenham a jornada de trabalho ampliada para 40 horas semanais e que assim o pagamento de horas-extras, hoje no valor aproximado de R$ 13 milhões por mês, seja reduzido para no máximo R$ 4 milhões mensais.

Com o dinheiro hoje gasto em horas-extras, além de ampliar a jornada dos 800 ainda seria possível contratar 1.216 novos servidores.

Menos fraudes e mais horas de trabalho

Segundo o trabalho, com a ampliação da jornada e as contratações, seriam pagas horas-extras apenas para suprir necessidades pontuais de faltas dos servidores ou situações de emergência. Hoje, as horas-extras são fundamentais para assegurar o funcionamento de unidades de pronto atendimento (UPA), de unidades de terapia intensiva (UTI) e para fechar as escalas de plantão. Não há na Secretaria de Saúde e no núcleo central do governo, porém, quem não saiba que o cumprimento de horas-extras é fraudado graças à conivência de chefes e falta de controle na administração do sistema. Além disso, como o governo está atrasando o pagamento das horas-extras, muitos servidores têm se recusado a fazê-las. Outros, especialmente médicos, não querem mais horas-extras porque, agora, elas são computadas para o limite do teto constitucional.

Soluções simples e que melhoram a situação

Seria muito positivo, assim, substituir as horas-extras pela ampliação da jornada de trabalho e pela contratação de mais servidores, e isso não significaria nenhum gasto adicional, como mostra o estudo. O mesmo dinheiro estaria sendo mais bem aplicado. A Secretaria de Saúde também poderia recompor seus quadros chamando de volta cerca de 300 servidores cedidos a outros órgãos, a maioria em gabinetes e fazendo serviços que nada têm a ver com os concursos que prestaram. Há também excesso de servidores técnicos, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outros, exercendo funções burocráticas e em 1.752 cargos comissionados que em boa parte podem ser extintos, ou que podem ser ocupados com pessoal adequado a atividades administrativas.

Greves só agravam o mau atendimento

Nenhum dos inúmeros problemas da saúde pública em Brasília será resolvido com greves de servidores. Pelo contrário: serão agravados. Técnicos e auxiliares de enfermagem e técnicos de radiologia já pararam de trabalhar e servidores de outras carreiras, inclusive médicos e enfermeiros, prometem entrar em greve brevemente. Quem precisa de atendimento médico e hospitalar já está sendo prejudicado pelas paralisações. Os inúmeros dramas vividos por doentes e seus parentes em nada sensibilizam profissionais que demonstram, na prática, que estão na carreira errada.

Greve na saúde só serve para mostrar que o sistema está mesmo em crise terminal e precisa ser radicalmente redesenhado. E a crise começa com essa demonstração de irresponsabilidade e falta de compromisso público de alguns servidores.

Aliás…

Os sindicatos que promovem as greves deveriam pensar que podem estar trabalhando a favor das organizações sociais, que contratam pela Consolidação das Leis do Trabalho e não têm nenhuma dificuldade em demitir quando querem. Os contratados das OS não têm estabilidade, como os servidores públicos, e por isso pensam muito mais antes de paralisarem o trabalho.

 

Fonte: http://www.jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/helio-doyle/saude-e-hoje-o-grande-no-para-o-governo/

Corte de hora extra afeta atendimento no Mário Gatti, diz Conselho de Saúde

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:07

Corte de hora extra afeta atendimento no Mário Gatti, diz Conselho de Saúde

Prefeitura de Campinas alega redução na arrecadação para os cortes.
Medida também afetará os prontos atendimentos, alega órgão.

O corte de horas extras de todo o funcionalismo público anunciado pela Prefeitura deCampinas (SP) no dia 27 de outubro deve impactar nos atendimentos dos usuários dos prontos atendimentos (PAs) e do Hospital Mário Gatti, segundo o Conselho Municipal de Saúde. A medida é, segundo o governo, devido à queda na arrecadação. A administração precisa arrecadar R$ 580 milhões, mas a expectativa gira em torno de R$ 480 milhões.

Do total de horas extras de toda a Prefeitura, 60% são de profissionais da saúde, segundo o órgão fiscalizador. E desta porcentagem, metade são de servidores do Mário Gatti.
Silvia Borges é auxiliar de enfermagem há 13 anos no hospital municipal e disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que faz até 90 horas a mais mensalmente, já que a procura na unidade médica é alta.

Ela explica que são autorizadas 50 horas a mais na jornada mensal, mas em setores mais críticos eram liberadas horas a mais.

“Vamos ver o que eles vão fazer para remanejar, porque vários setores precisam de horas-extras. De onde eles vão tirar?”, questiona.

O secretário municipal de Administração, Silvio Bernardin, ressalta que a queda na arrecadação e de cerca de 7% devido à crise financeira nacional.

“Isso gera um déficit e precisamos avançar no corte de despesas para poder equilibrar às contas”, explica.

O Conselho de Saúde informou ainda ser de 25% o total de atendimentos nos PAs baseados em horas extras.

“Para a população vai ser mais horas de espera, infelizmente”, lamenta o conselheiro municipal de Saúde, Renato Líbano.

“Dificilmente a gente não encontre algum atrito na relação com a sociedade. Mas estamos fazendo da melhor forma possível para que os serviços essenciais continuem sendo prestados”, disse o secretário de Administração.

Ele lembra que tudo isso está relacionado ao fluxo de caixa do município.
Para o conselheiro municipal de Saúde, o Executivo deveria investir na redução dos servidores comissionados, principalmente os que ganham mais.

A Prefeitura informou que sobre os comissionados o objetivo inicial é fazer um corte de 20%, mas o percentual pode aumentar nos próximos meses.

O Executivo municipal disse também ser inviável o corte de 100% dos comissionados, já que entre eles estão os secretários.A administração municipal explica que em alguns casos as horas extras serão autorizadas, mas cada caso será analisado.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/10/corte-de-hora-extra-afeta-atendimento-no-mario-gatti-diz-conselho-de-saude-campinas.html

Trabalhador morre em acidente com máquina em Urussanga

Publicado em 31 de outubro de 2016 15:05

Trabalhador morre em acidente com máquina em Urussanga

Um trabalhador de 40 anos perdeu a vida durante acidente de trabalho registrado na manhã desta segunda-feira (31) em Urussanga.

Conforme informações preliminares. a vítima trabalhava em uma obra supostamente da prefeitura, no centro da cidade, quando foi atingida por uma peça de uma retroescavadeira. Ele chegou a ser atendido pelo Corpo de Bombeiros e conduzido ao hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.

Além dos bombeiros, o  Instituto Médico Legal (IML) esteve no local para recolher o corpo.

As causas do acidente ainda não foram totalmente esclarecidas.

A Prefeitura ainda não se pronunciou.

 

Fonte: http://criciumanews.com.br/2016/10/31/trabalhador-morre-em-acidente-com-maquina-em-urussanga/