Moradores reclamam da falta de cuidados com a sinalização na zona Sul de Joinville

Publicado em 14 de agosto de 2013 12:10

Placas e avisos em Vias de trânsito intenso sofrem com motoristas desatentos

O metal retorcido e o buraco no asfalto são as marcas de onde, antes, uma placa marcava a conversão das pistas. A cena já é comum para os moradores da região Sul da cidade. No cruzamento entre as ruas Santa Catarina e Barra Velha, por exemplo, as placas que sinalizam junção das pistas, ou estão depredadas, ou completamente destruídas.

Diante da situação, geralmente a subprefeitura e o Instituto de Trânsito e Transporte (Ittran) são acionados, e logo providenciam a recolocação da sinalização, mas pouco tempo depois, seja por conta de um motorista desatento ou simplesmente vandalismo, a placa está no chão novamente.

O mesmo se repete poucos metros a frente, na intersecção da Barra Velha com a rua São Paulo. Ali, o cruzamento fica ainda mais complicado devido ao fluxo contínuo de veículos e a circulação de ônibus e caminhões durante todo o dia.
“Estes veículos de grande porte acabam sempre acertando as placas, e as vezes a culpa nem é deles. O cruzamento é que é estreito mesmo”, diz Osmar Sheink, que mora a poucos metros dos cruzamentos e sempre se depara com a sinalização danificada. Ele conta que já surpreendeu algumas crianças passando tinta nas placas, ou alterando a direção das setas, sem saber o tamanho do problema que isso podia representar. “Chamei as crianças no meu portão e tentei explicar o quanto essa brincadeira era perigosa, mas parece não ter adiantado muito”, explica, isso porque poucos dias depois, outras placas apareceram depredadas.

Ainda sobre o trecho entre a rua Barra Velha e a Santa Catarina, o comerciante César Roberto Alves Moreira comenta que já cansou de registrar o descaso de motoristas com a sinalização. A rua Santa Catarina é uma das principais vias da zona Sul de Joinville, e o tráfego é intenso em qualquer horário do dia. Diante disso, é até compreensível que, vez ou outra, um motorista desatento acabe derrubando a sinalização. O problema é que, a exemplo da última troca de placas, o concerto mal dura uma semana e já é destruído novamente. Para César Moreira, que trafega por ali e constantemente se depara com a situação, uma boa medida a curto prazo seria a implantação de defensas de concreto e talvez até um olho-de-gato, que é um grande espelho convexo. “As defensas de cimento já funcionam  nos cruzamentos entre as ruas Eugênio Moreira e Padre Kolb, e não vejo porque não utilizar o mesmo modelo na rua Barra Velha”.
O que diz o Ittran
Segundo o Ittran, a recolocação e manutenção das placas de sinalização de fato absorvem boa parte da demanda do órgão. O Ittran também orienta que, caso seja constatado algum tipo de irregularidade, a providência mais rápida é entrar em contato pelo 3431-1500 e denunciar. O problema, recorrente na zona sul da cidade, têm tirado alguns moradores do sério também pela demora na solução de casos específicos. No começo do ano, por exemplo, o Ittran informou que iria levar pelo menos três semanas para o problema ser resolvido porque faltava assinar o contrato de terceirização para a instalação das placas na cidade. E a burocracia parece ter ido além do previsto, pois o pregão do Ittran de Joinville para contratação de empresa de sinalização teve o edital modificado na tarde desta quinta-feira (08/08), e ficou para depois mais uma vez.

Diante do problema, fica a dica dos motoristas e moradores das regiões onde a sinalização é geralmente prejudicada. Para eles, a solução do problema pode estar em uma grande campanha de conscientização por parte da iniciativa pública. “Mostrar os custos da manutenção, como evitar este tipo de acidente e talvez até convidar alguns moradores para ‘cuidarem’ dessa sinalização, avisando sempre que algo sair dos conformes”, é o que defende César Moreira, que também acredita que o papel dos órgãos públicos não se resume à manutenção, mas também à conscientização da população. “Vamos parar de enfrentar este tipo de problema a partir do momento que pudermos contar com cidadãos mais engajados e bem informados”.

 

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