Greve dos caminhoneiros: como fica o trânsito nas rodovias de Santa Catarina
- Fernando Cesar Rosa Advocacia de Trânsito

- há 10 minutos
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Mobilização motivada pela alta do diesel deve iniciar nesta quinta-feira (19); PRF monitora rodovias, enquanto entidades orientam que a categoria evite bloqueios
O anúncio da greve dos caminhoneiros, motivada pela alta do diesel, acende alerta para impactos na economia e na mobilidade, especialmente nas rodovias federais de Santa Catarina.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou, às 8h desta quarta-feira (18), que todas as rodovias federais no Estado apresentavam fluxo normal. A instituição ainda destacou que não foi oficialmente notificada sobre interrupções, mas monitora todos os cenários.
Entidades como a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) orientam que as estradas não sejam bloqueadas, para evitar multas, sugerindo que os motoristas fiquem em casa ou parados em postos.
Início e motivações da greve dos caminhoneiros
A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina deve começar oficialmente nesta quinta-feira (19), às 13h.
Segundo o presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes), Vanderlei de Oliveira, a paralisação deve durar até que o Governo Federal realize um reajuste no piso nacional do frete. “O diesel subiu e o frete não acompanhou”, destacou o dirigente.
A categoria cobra o acionamento do “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018 que prevê reajustes automáticos nos valores do transporte sempre que o combustível sobe. Segundo os caminhoneiros, a medida não vem sendo aplicada pela ANTT.
Investigações e impasses na greve dos caminhoneiros
Aliada à mobilização, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar os preços nos postos, após órgãos como a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e a ANP (gência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) identificarem aumentos que não condizem com os custos reais do setor.
Recentemente, o Governo Federal anunciou isenções e subsídios, mas a medida foi “atropelada” por um novo aumento de 11,6% no diesel nas refinarias pela Petrobras.
Na terça-feira (17), em Santa Catarina, o Procon identificou que 61 postos de combustíveis não repassaram a redução aos consumidores.
Agora, eles têm o prazo de cinco dias úteis para apresentar justificativas ao órgão. Caso as explicações não sejam aceitas, poderão ser multados. O valor da penalidade varia conforme o faturamento de cada empresa.
Para a categoria, as ações governamentais foram insuficientes. Além da redução nos preços e da fiscalização do piso mínimo, os caminhoneiros defendem que a Petrobras volte a atuar diretamente na distribuição para regular o mercado interno.




